terça-feira, janeiro 17, 2006

Revolução das Flores - parte 1

Numa rápida análise histórico-social, lançando mão de artifícios econômico-religiosos e computando dados políticos, etários e mais um monte de baboseira que se possa fazer numa pesquisa com todo mundo sobre as mulheres, chega-se à uma única conclusão: ruim com elas, pior sem elas.

Há muito essa máxima foi derrubada, é claro. Ela é fruto de conceitos machistas antigos e fora de moda. O homem na moda hoje é bem mais gay que muitos gays que eu conheço – não que eu conheça muitos gays – mas isso é papo pra outra história. A mulher é importante desde sempre, porém foi apenas com o fim do preconceito entre os sexos nas últimas décadas que puderam nossas flores se fixar como gente de verdade.

Pesquisas controversas realizadas no MIT – Boston, Massachussests (tente dizer isso bêbado) provam que mulheres são amplamente mais organizadas e sensatas, além de reagirem melhor a situações adversas. Por outro lado, homens têm uma mente matemática mais desenvolvida, o que leva a saber onde é melhor arriscar ou ser conservador. Nós nos equivalemos, vai... É isso o que importa.

Estamos dando os primeiros passos à democracia sexual. A socialista moderada Michelle Bachelet é a primeira mulher eleita por voto direto no Chile. Uma vitória incontestável para as feministas ferrenhas, e também para os chilenos engasgados com o governo esquerdista de Allende derrubado por Pinochet, anos atrás. Tudo dá voltas, é o que parece. Dando meia-volta no mundo, Ellen Johnson-Sirleaf é a primeira mulher eleita chefe de Estado na África, na Libéria. Num continente marcado pelo tradicionalismo de suas religiões tribais, uma mulher é escolhida como suprema comandante de um Estado em Guerra. Isso sim é superioridade feminina!

Elas já são mais bonitas. Têm responsabilidade e sensatez pra cuidar de assuntos complicados. Não correm o risco de se deixar levar por um decote exuberante, da chefe ou companheira de trabalho. Estão sendo eleitas ao redor do mundo, em países chave para a disseminação desse ato. E ainda cheiram tão bem! É praticamente impossível competir com isso. Está na hora de admitir: homem algum consegue superar alguém igualmente inteligente com cabelos presos e molhados, batom neutro, sardas delineando o suave rosto e pele bronzeada. É o nosso fim.

Por todos os cantos, elas vão começar a tomar posse. Primeiro vão sair de postos como caixas de supermercado e conquistar profissões masculinas, como motoristas de táxi ou ônibus, e programadoras de computador. Depois, poucas empresas não terão uma delas como Diretora-geral. É muito óbvio escolher entre uma bruta-montes e uma doce administradora.
Em pouco tempo, maridos não serão os sustentadores de família e tenderão a desaparecer. Casamentos serão obsoletos, já que as mulheres vão descobrir que é mais divertido ganhar muito dinheiro e ter todos aos seus pés. Sua superioridade chegará a um ápice, ao ser uma mulher eleita presidente dos Estados Unidos da América.

Tudo agora é diferente. Para as crianças, não é mais vergonha perder em algo pra uma mulher, e a expressão “vamos, faça como um homem!” se torna pejorativa. As coisas são infinitamente mais cor-de-rosa, com detalhes em 14 tons de branco que anteriormente eram vistos como um só pelos homens. Fica cada vez mais difícil para um homem conseguir um bom trabalho. Começam a sofrer de forte preconceito. A maioria acaba passando o dia todo em frente à TV, com um saco de biscoitos sobre a barriga e a barba mal-feita. Ao mesmo tempo, mulheres dirigem conversíveis enquanto anotam os últimos compromissos em seus palm-tops.


--------------------------------------- Continua ---------------------------------------------

(dessa vez eu exagerei.. semanas sem postar, mesmo estando de férias. Como sempre, as melhores idéias surgem do nada e são escritas em uns 10 minutos.)