quinta-feira, outubro 27, 2005

Éramos 23.. na Terra do Nunca

Alô, tem alguém AÍ, aí, aí? Há um tempo o blog está desértico (a onomatopéia do eco, vocês aceitam e não comentam ok?) e a tendência é ficar mais ainda. Depois da semana do saco cheio começou meu curso Intensivo à noite, e aí o tempo corre mais. Quando houver tempinho livre, passo aqui pra deixar qualquer coisa ok?

Assunto de importância primeira: a viagem pra Ilha do Mel (PR) foi TOTALMENTE EXCELENTE. É claro que as expectativas já previam o acontecimento histórico, mas foi muito bom mesmo assim. O pessoal totalmente unido deixou as atividades mais interessantes, se eu posso dizer. Ir à praia seria uma caminhada de míseros 50 metros; tornou-se nossa procissão de freqüência elevada.

Já na segunda-feira foram organizadas as primeiras partidas de futebol e os primeiros torneios inter-praias de jacarezinho. No fim da tarde quem é do surf foi pro surf, quem é da areia foi olhar. Eu, é claro, fui pro meu hábitat natural, que é a água - hahaha. (segue trecho narrativo:)

"Em meio à ondas turbulentas e o raso fundo com bancada de coral, um ágil pontinho branco movia os braços a escapar da arrebentação em sua cabeça. Foi jogado pras pedras, coitado. Somente resistiu pela incrível resistência física e equilíbrio mental das aulas com o lendário mestre Pai Mei.

Após quase três horas (lê-se: 10min.) de luta contra o bravo mar, nosso herói avista seu salvador. A nobre alma do famoso Joãozinho Raio Laser, do seriado Baywatch. Sua rapidez e astúcia foram testadas pra tirar o afogado da situação em que estava. Ao fim, a multidão (lê-se: a meia dúzia que estava ali) aplaude o salvamento e chora de felicidade ao não perder o surfista de banheira. Quem era o irreverente pontinho branco? Não sei quem fui."

O relato àcima faz parte do meu próximo livro: "Entre o Mar e a Morte", no capítulo "Do sal ao Sangue". - ;)

Ok, ok. Eu me perdi no vaivém das ondas e, quando vi, tive que me apoiar em pedras pra não levar caldo. É óbvio que me cortei todo.. até demais.

À noite fazíamos luau... Cedo pela manhã, era hora de acordar e partir pra alguma trilha ou pra praia. Rápida volta pro almoço, e mais trilha/praia à tarde. E assim foi, por 4 dias. Tem coisa melhor que isso?

Com o tempo, conto minúcias dessa viagem, beleza?

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Falando em tempo.. atrasado pra sair já.

Beijos pra quem pode beijar.

domingo, outubro 23, 2005

Fundamental, seja ótima ou péssima.

Imprescindível ao desenvolvimento social do homem, a religiosidade exerceu, ao longo da história, funções distintas, porém com significativa importância. De mecanismo de imposição moral a formulador de divergentes opiniões, é notável sua presença no cotidiano da sociedade.

Registros hitóricos datados da idade da Pedra Lascada comprovam que a crença no pós-vida tem raízes nas mais rústicas civilizações. Ainda em processo de formação, a fé incentivou o raciocínio desempenhou papel fundamental na passagem do homem instintivo para o homem lógico. Séculos mais tarde os maiores impérios impunham a religião como lei vigente, de maneira autoritária. O clero detinha o conhecimento e a riqueza e, portanto, o poder. Na história colonial do Brasil, missões jesuíticas catequizaram índios, mas não negros. as religiões dos escravos tiveram importância ignorada e a defesa da unicidade da fé cumpriu função intimidadora, eliminando caminhos para o raciocínio e impedindo manifestações contrárias.

Com a permissão da pluralidade religiosa, crenças o mais diversas possível surgiram, carregando valores semelhantes. O exercício da fé como válvula de escape para situações adversas tornou-se lugar-comum. O perceptível número de devotos religiosos em países abaixo da linha de pobreza denota que, posto que as condições de vida sejam precárias, a culpa e o dolo são diretamente atribuídos a poderes divinos. Massifica-se assim a falsa livre consciência a respeito de discrepâncias sociais.

A fé e a religião são intrínsecas às diferentes culturas, tendo elas sido decisivas para o bem ou o mal da sociedade. No avanço geométrico da humanidade, mesmo com descobertas científicas importantes, crenças no extra-terreno têm se mostrado fortes e ainda hoje são necessárias porque se tenha uma sociedade com valores adequados.


Leonard Schmitz
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Gente.. mil desculpas pra quem entra aqui e não encontrou texto novo por um bom tempo. As aulas apertam e os estudos estão tomando conta da minha vida lentamente. Mas logo logo eu posto algo, ok?

beijos pra quem pode beijar.