segunda-feira, junho 27, 2005

Per Favore. Please. Bitteschön. POR FAVOR!

Depois de um surto, praticamente uma explosão demográfica nos comentários, que de 0,2 por post subiram para 5 por post - eu sei, eu me contento com pouco - eu deixei o ácaro tomar conta disso aqui. Mas I'm Back! Ou nem tanto.

Falta tempo pra sequer pensar em passar aqui e bolar alguma coisa. Até porque ultimamente os assuntos não me vêm mais; triste fato. Caros leitores (todos os cinco), tentem respeitar o ano complicado e tudo mais. Meus planos era entrar para o mundo dos ".com" já, mas pela falta de visitas infelizmente não tem como.

Fica aqui sem disfarce meu pedido descarado por COMENTÁRIOS! Minha meta bloguística seria um domínio. Um lugar ao sol. E não essa luz artificial que me dão os 'blogspot' da vida. Pra que isso aconteça, eu preciso de motivos! Então eu queria mais comentários (não dói.. eu juro).

Os próximos textos estão brotando já. Tenho dois prontos na cabeça..

Um beijo pra quem pode beijar por aqui.

De joelhos: Leonard.

sábado, junho 11, 2005

Pioneiro popstar - parte 2

Em nosso último encontro, nosso herói (?) se via rodeado por papagaios-de-pirata. Os rumores sobre seu envolvimento com a famigerada Maria Madalena aumentavam, assim como a demanda por mais e mais milagres. Sua agenda não suportava mais os compromissos, suas multiplicações e levitações sobre água ficaram redundantes. Pela primeira vez em sua vida, Cristo ficou obsoleto.

Sua mansão era ponto de encontro dos paparazzi e sensacionalistas. Fotos suas eram tiradas durante descontraídos jogos de tênis com amigos (Pedro, Lucas, Judas) e qualquer atitude sua tinha conseqüências nacionais. De um simples filho de virgem, Jesus de Nazaré passou a top#1 das paradas judaicas e, em pouco tempo, iniciaria a decadência. O uso e abuso de ópio o levava a dizer coisas praticamente sem nexo em praças públicas e lugares constrangedores. Suas citações, por incrível que pareça, foram acatadas e piamente seguidas, compondo regras e valores morais utilizados até hoje. Cada coisa...

Como numa tentativa bem-apessoada de dar um uplift na carreira, Cristo abriu uma rede de casas que propagava sua palavra (com direito a show pirotécnico e coral de negonas). As tais casas se espalharam incrivelmente. Todo mundo queria ter a sua própria filial; e como a franquia solidária - como era chamada - não dificultava a abertura de novos postos, em pouco tempo havia uma a cada esquina. Após discussões com a polícia - sonegação e estelionato - as casas perderam certo respeito, mas nada que agravasse o lucrativo negócio d'Ele.

Da alvorada à derrocada, da ascenção à triste queda. Jesus Cristo, Rei dos Judeus; um nome que sozinho fez história como o primeiro popstar dos tempos. A personalidade mais conhecida no mundo (junto com Pelé), que há dois mil anos nasceu e desenvolveu uma sociedade altamente rentável e tradicional. Tem gente que tem o dom, o carisma, poderes de persuasão incríveis. E tem gente que é filho de deus.

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Leonard Schmitz

terça-feira, junho 07, 2005

Pioneiro Popstar

Por trás - ou pelos lados - de toda epopéia esgueiram-se os acontecimentos secundários. Esperam a hora de aparecer ou sucumbem no esquecimento. São as fofocas históricas, delatando o lado negro do nosso passado. Diz-se que quando Jesus nasceu, em um remoto celeiro em Belém, o casal de pais teve brigas feias. Maria insistia em defender sua virgindade, enquanto José reclamava que o pequeno não parecia em nada com ele. Aliás, tinha o semblante semelhante ao do Leiteiro. Fazer o quê. Mais tarde um pouco, o adolescente Cristo não era muito feliz. Poucos sabem que os garotos faziam chacota dele por não conseguir nadar. Enquanto o rio refrescava a molecada, o pobre-futuro-salvador nem molhar as canelas conseguia; pairando inconsolado sobre a retícula cristalina. Ainda bem que sua habilidade lhe veio a calhar mais tarde como a primeira grande jogada de marketing da história.

Apesar de tudo, Jesus era dotado de inteligência descomunal. Conversava com os senhores filósofos aos tenros doze anos (assim fomos ensinados pela tia Odete, de catequese). Era o mais correto garoto que já se tinha visto. Havia brigado sério com amigos, por dizer-lhes que não podiam esconder-se em dupla no esconde-esconde. Sempre pagava os dez por cento do garçom. Não comia besteiras antes do almoço. Nunca aceitava emails de gente desconhecida; ele era um homem reto.

Já desde novo com madeixas alongadas e brilhosas, foi o primeiro metrossexual de que se tem notícia. Túnicas as mais brancas, unhas feitas e barba bem aparada. Também não poderia ser menos: quem quer ser salvo por um desleixado? Ele era bonitão. Não à toa foi cortejado pelas mais belas moças da época - e se fazia de difícil -, tinha um quê de charme excêntrico. Seu sonho, porém, era a Brigitte Bardot. Nos filmes ela era fenomenal(...) mas ele, tão humilde, não tinha jeito pra chegar em alguém como ela. Ao espelho, as confissões:

- Você é o Cristo, cara! Meu Pai!, digo; Meu Deus! (...) Não há encanto que resista aos seus milagres. Preveja um fato ou dois, multiplique uns pães. Ela tem que cair nos seus braços, não há como não!

Tão cedo Jesus fez seus primeiros milagres, foi capa de todas as principais revistas. A "Hebraic Times" o destacou como personalidade do ano por três vezes consecutivas, fato inédito. Os rumores sobre a vida privada do Salvador começaram por onde não deviam: um estranho envolvimento com uma tal de Madalena - estranhamente mal quista por todos. Vai entender...

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sábado, junho 04, 2005

Pompa aparenre, Vácuo consciente.

ô, mundo capitalista. Ei-lo.:

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- Quer dizer então que você finalmente conquistou aquela Louis Vitton?
- Claro. Também, eu sou praticamente um Adidas.!

Intervalo de aulas, mais um dia vazio. Vozes confusas, símbolos, slogans.

- E olha aquele Nike vindo pra cá. Acho que não o tinha visto
- Ah eu já. Mas ele anda com os comunas.
- Ui!, comunas e sua falta de cor! O que custa ser um Levi's básico? Parecem de outro mundo.

Soberanas sobre as simples pessoas - cobaias inconscientes - as imponentes marcas personificam e destacam caráteres. Valor de compra estipula amizades; as escolhe a dedo. Pela passarela entre o bebedouro e a zeladoria, de pronto percebem-se cadáveres coloridos. Desfilam displiscentes, têm confiança na primeira e superficial impressão.

- E aquela Triton de ontem, o que achou?
- De início, ótimo. Chegando perto percebi que estava mais pra Bolsão que pra qualquer outra coisa.
- Que Triton é essa? Aquela de olhos verdes?
- Nossa, Mormaii, você presta atenção em cada coisa que nem acredito!

Bate o sinal e por mais alguns minutos o 'ter' define o 'ser'. Almas tão vazias arrastam-se impecáveis; defeitos ocultados por mórbido brilho incoerente. Rótulos de estereótipos clichês. Impermeáveis embalagens, lacradas a vácuo.

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