<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952</id><updated>2011-08-11T10:15:36.402-03:00</updated><title type='text'>Em Resumo</title><subtitle type='html'>Cultura inútil que faz a diferença.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-6652668173603596028</id><published>2007-03-26T00:05:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T00:51:07.947-03:00</updated><title type='text'>Atenção, cordeirinhos, Prozac agora também na telona</title><content type='html'>&lt;em&gt;" The Secret- 2007 EUA / Livre / 92 min / Drama / Legendado:     Ao longo da existência da humanidade, um grande segredo foi protegido a ferro e fogo. Homens e mulheres extraordinários o descobriram e não só alcançaram feitos incríveis como também mudaram o curso de nossa história. Platão, Da Vinci, Galileu, Thomas Edison, Beethoven, Napoleão, Abraham Lincoln e Einstein foram alguns dos grandes homens que controlavam a força desse mistério. E agora, após milhares de anos, o Segredo será revelado para todo o mundo. "&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você assistiria a um filme sob essa sinopse, não? Eu assistiria; e assisti. Um drama (sim, é o que diz ali) sobre uma suposta mensagem ocultada por toda a evolução da sociedade, miraculosamente justificadora do sucesso profissional dos maiores pensadores da História? Eu tenho que ver isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lotados os assentos do cinema em um Sábado à noite, a ansiedade era suficientemente excitante, logo antes do começo do filme. Quão grande foi, então, a surpresa de todos - todos mesmo - ao descobrir que veríamos um &lt;strong&gt;documentário de auto-ajuda&lt;/strong&gt;? Os primeiros quinze minutos deram o tom do resto da metragem: o segredo é revelado aos vinte segundos de filme, chamado de "lei da atração". Ela versa sobre como somos donos de nosso próprio destino, e se tivermos apenas pensamentos positivos na mente, o universo vai dar um jeito de retornar alguma contribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais ou menos assim: se você pensa sempre coisas ruins (como: não posso chegar atrasado, ou: nunca vou conseguir comprar isto), você irradia uma energia negativa que contagia sua redondeza, impedindo que as coisas boas chegem a você. Uma meia-dúzia de "doutores" em fisiologia, neurologia, e até um visionário (auto-intitulado assim mesmo!) ensinam os expectadores a ter vibrações positivas sempre presentes no dia-a-dia. Lecionavam eles que devemos buscar eternamente a felicidade - sem mencionar que isso é paráfrase cônsona a Aristóteles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto acompanhava o monólogo dos "palestrantes" feito um cordeirinho, vi que tinha gente realmente chegando mais perto da tela pra assimilar BEM o que era dito: são o famoso público-alvo. Um homenzinho grisalho dizia: "olhe bem a palma de suas mãos", e os cordeiros olhavam. "Pense em sua maior realização na vida", fantasiava ele: e imagens de carros, colares de brilhantes e mansões apareciam na tela. Fisgados pelo materialismo, estávamos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quase duas horas o falatório estendeu-se, invariavelmente implorando a quem assistia que tivesse sempre em mente objetivos do que QUERER, e não reclamações do que NÃO QUERER. O povo parecia anestesiado com aquele &lt;em&gt;lobby&lt;/em&gt; barato sendo enfiado goela abaixo. Relatos e experiências de quem teve sucesso na vida apenas sabendo bem aplicar o "segredo" conferiam suposta credibilidade ao documentário, mas deixavam-no com um jeitão de propaganda de aparelho de abdominal na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pela metade do filme que me passou à cabeça o quanto isso era semelhante a uma religião: um bode expiatório, um placebo onde jogar todas as dores psicológicas enfrentadas quotidianamente. Se você pensar sempre positivo, vai viver sempre feliz - que fórmula babaca; não pensando negativamente nunca, como vamos ter motivo pra ficar pra baixo? É uma ótima maneira de ganhar a vida, no entanto. Fazer um documentário sobre o que todo mundo já sabe há centenas de anos, e dizer que isso é um "segredo" conhecido por Einstein, Edison e DaVinci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodeando o tema central o filme delongou-se além do necessário; uma pílula gigante de placebo genérico sendo homeopaticamente dosado através dos olhos de quem assistia a tudo sentadinho, feito um rebanho obediente. Um &lt;em&gt;prozac&lt;/em&gt; audio-visual vendido a R$6,00 por pessoa. Uma terapia em grupo sem interatividade, só pra ouvir. Uma máquina engenhosa de hipnose e prosperidade monetária. E eu paguei seis reais pra participar disso tudo. Feito um cordeirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, MEIO ANO sem postar nada. E sem tempo pra pensar em postar algo, também. De repente eu recrio vontade pra deixar isso mais vivo. Veremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-6652668173603596028?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/6652668173603596028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=6652668173603596028' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/6652668173603596028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/6652668173603596028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2007/03/ateno-cordeirinhos-prozac-agora-tambm.html' title='Atenção, cordeirinhos, Prozac agora também na telona'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-115991928254083292</id><published>2006-10-03T20:21:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T20:48:02.553-03:00</updated><title type='text'>Livro. Livro-me? Livre!</title><content type='html'>- Mãe, eu quero esse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto fechado da mãe contrastava com o barulhento e colorido ambiente. Braços cruzados, cara amarrada; era difícil entender a expressão fria diante de tanta animação da filha. Com os olhos brilhando, a garota corria, sem medo de tropeçar nos cadarços desamarrados. O cantinho infantil da feira de livros era um paraíso para ela, que mais olhava figuras que se preocupava em ler o conteúdo carregado pelos livros em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde a pequena garota corria, era acompanhada por irritados passos da mãe, que ignorava olhares pedintes da filha, afinal tinha prometido-lhe apenas um livro. Mal esboçando reação ao ver o sorriso branco e sincero no rosto da criançada, lançava olhares desaprovadores aos pais que pareciam divertir-se mais que os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora criada por pai Sargento e mãe filha de General, não tendo, assim, opinião própria sobre nada. Sua leitura era sempre forçada e os livros, inadequados. Cresceu odiando francis Bacon e H.G. Wells. Adorava explicações e exemplos na lousa, tudo o que não envolvesse páginas escritas. Teve até pesadelos com bibliotecas e suas pretensões de engoli-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formou-se engenheira e desenvolveu um gosto pético pelos cálculos; na rua, evitava ler placas e letreiros, concentrando todo o seu tempo livre na resolução de problemas metafísicos e culinária. No casamento - quem diria, com um advogado - ganhou ótimos livros raros e caros, que mais tarde renderiam duradoura fogueira. E depois de tanto ódio, via-se cercada por pequenos e ávidos leitores, sem entender tanta correria, tanta alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha foi alfabetizada mais cedo que o usual, pelo pai. Foi curiosidade sua, aos tenros quatro anos, saber o que diziam placas de trânsito e jornais que tanto o pai folheava. Aprendeu rápido que a leitura induz o raciocínio e forma opinião, sendo ela a única de sua sala de prezinho a saber quem era Ziraldo. Tinha mais livros que bonecas e não via problema nisso; apenas tomava cuidado para não ler na frente da mãe, pois sabia que iria causar discussão entre os pais. Enquanto ganhava livros semanais do pai, ouvia a mãe suspirar à noite, no quarto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que ela não vê Tevê como dodo mundo? Por quê?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o último post datado de 1922, acho que já tava na hora de voltar a escrever. Transcrever, em verdade: esse texto é esboço do que viria a ser uma dissertação para o vestibular (ah, os tempos de vestibular). Notem a inocência e os traços infantis no estilo de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos aos 2 e 1/2 leitores do blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-115991928254083292?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/115991928254083292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=115991928254083292' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/115991928254083292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/115991928254083292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2006/10/livro-livro-me-livre.html' title='Livro. Livro-me? Livre!'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-114039662772167180</id><published>2006-02-19T12:21:00.000-03:00</published><updated>2006-02-19T21:50:27.776-03:00</updated><title type='text'>O importante é competir (abaixo de zero)</title><content type='html'>Torino, 2006. Delegações em casacos de pele, hotéis lotados e gelados, Repórteres cobrindo as orelhas com felpudas luvas, e neve. Muita neve. É o clima divertidamente congelante das olimpíadas de inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, quero chamar atenção para o mais emocionante dos esportes de inverno: o Curly. É. É a "bocha" com pedras escorregadias e vassouras. As malditas vassouras que não param de se mexer. É um tanto incrível como a monotonia toma conta, durante uma partida. E mais incrível de tudo, ele hipnotiza. Assistindo ao jogo EUA x Rússia, me deparei com minha família inteira sentada ao sofá, opinando as melhores jogadas para tirar uma pedra de perto do centro do alvo, sem prejudicar suas próprias pedras. Por quarenta minutos assistimos a outras partidas, sempre vibrando com as jogadas impecáveis. E as vassourinhas varriam cada vez mais rápido, e mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grande modalidade é o "ski n' shoot", como os americanos denominam. É onde os atletas esquiam por alguns kilômetros, param em uma determinada área e atiram em alvos distantes. Aí voltam a esquiar até a próxima parada para uma certeira mira. E assim vai até que alguém decida trocar de canal. Não sei se a idéia foi simular alguma atividade na neve, mas não deu certo. Ninguém quer ver o pessoal esquiando devagarinho e atirando, né? Eu não, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mais variadas modalidades são "introduzidas" ao conhecimento do público-geral, a cada olimpíada de inverno. O mais famoso deles é o Bobsled, aquele do "Jamaica abaixo de zero". Agora lembrou, né? O Brasil participa dessa modadlidade, é claro! E para tanto, usa corredores e atletas de solo, enjambrados como tripulantes do trenó gelado. É o jeitinho brasileiro em todo - literalmente todo - canto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Brasil, lembro-me do Boarder Cross. Ah, o famigerado e infame Boarder Cross. É a corrida de snowboard, em uma pista com curvas inclinadas e rampas. Foi onde a brasileira Isabel Clark conseguiu a nona (é isso mesmo) posição na classificação geral. Como isso aconteceu? A garra e vontade verde-amarelas se mostraram mais uma vez? É óbvio que não. As comemorações foram extensas e exaustivas e eu não guentava mais ouvir falar dessa bateria que deu à Clark o 9º lugar. Quando vi o replay, no entanto, entendi tudo. As três primeiras corredoras se envolveram em um acidente, deixando caminho livre pra quarta (e última) corredora. Alguma dúvida de que era brasileira? E assim ela correu - ou esquiou - livre para a vitória. Vergonhosa vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nos board-races, algo que me deixou feliz de tanto rir. Até os últimos metros, uma americana - a publicação de seu nome resultará em abertura de processo, é claro - dominava com vantagem a prova. Estava a poucas rampas do ouro. Rampas grandes. Grandes e largas. Rampas grandes, largas e livres para abuso. Foi aqui que ela se perdeu: no penúltimo grande salto, arriscou um grab-trick (uma manobra bem abusadinha) pra mostrar que, além de rápida, ela tem mandinga. E não foi que, ao tocar na neve, perdeu equilíbrio e caiu? Foi tempo suficiente para a suíça, que ocupava a segunda posição, fazer ultrapassagem e garantir a medalha suprema. Para a americana genérica, a prata. E a desilusão de saber que ela foi arrogante a ponto de ser incompetente. Muito incompetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Itália tem a pizza. Tem as Tartarugas Ninjas. Tem Pininfarina e seu estúdio de design automobilístico. E, agora, tem gente pulando, correndo, patinando, dando pirueta (e até atirando!) na neve e no gelo. Espera-se Montreal 2010, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, demorou mas chegou. Saiu na hora esse, também. COMENTEM, please? Beixocas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-114039662772167180?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/114039662772167180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=114039662772167180' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/114039662772167180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/114039662772167180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2006/02/o-importante-competir-abaixo-de-zero.html' title='O importante é competir (abaixo de zero)'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-113901724390214311</id><published>2006-02-03T23:11:00.000-02:00</published><updated>2006-02-03T23:40:43.966-02:00</updated><title type='text'>Revolução das Flores - parte 2</title><content type='html'>(pra ter a noção certa do texto, leia o penúltimo texto publicado, "Revolução parte 1" ok?)&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por anos estiveram a força-bruta e as vontades machistas àcima de qualquer outra coisa, mas isso mudou. Já há algum tempo não há qualquer emprego onde uma mulher não esteja no comando. Perdemos para a organização, a sensatez e o perfume encantador do "sexo frágil" - Expressão abolida e proibida em publicações legais; corro risco de esquartejamento em praça pública, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo correu bem por um ótimo tempo. Perdíamos nosso tempo vendo TV e provando todas as marcas de amendoim, elegendo as que mais combinam com cerveja. Uma série de infortúnios, porém, foi inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congressos da ONU começaram a perder o sentido, quando por mais de duas horas discutiu-se as cores da nova e estilizada bandeira da UNESCO. Ficou-se em mortal dúvida sobre qual tom de fúscia utilizar (para homens leitores, consulte o guia de cores Anjo, entre tons púrpuras). A discordância entre as partes fez Espanha e Alemanha romperem ligações diplomáticas, e a União Européia sentiu o começo de seu fim. A Inglaterra passou perto de ser dividida em três, graças à indecisão quanto ao novo uniforme da Guarda Real da Rainha. Até hoje os guardas não têm notícias sobre a reestilização de suas vestimentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil as coisas não eram diferentes. O País parava às nove da manhã, pra acompanhar Mais Você na televisão. Por conta disso, o expediente se extendia até 20:00; o suficiente para chegar em casa e ver a novela após o jornal. Ministérios tiveram seus nomes trocados e as CPIs eram instauradas como trocava-se de roupa. Críticos econômico-políticos crêem que o estopim foi por volta da CPMI da tampa de privada levantada. Mas nada é muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo Mundo Cor-de-Rosa, que parecia tocar a perfeição com os dedos, enfrentava seu rápido declínio. Nas ruas, via-se novamente ternos e gravatas (com cara de quem estavam há muito tempo no fundo do armário) passeando, carregando malas e conversando alto ao celular. Os negócios da bolsa de valores foram lentamente voltando ao normal, após o veto da lei que dava exclusividade à transações entre Boutiques, Grifes e Perfumarias. Aos poucos, tudo voltou a ser ligeiramente mais cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos, há vários anos em estado de Sítio, tinham suas ruas desertas e as famílias viviam com medo de uma guerra civil. A volta gradual dos homens ao poder fez voltar também ao funcionamento escolas e instituições públicas. Descobriu-se que, por mais de seis meses, tudo o que o país emitiu à França continha os dizeres "pelo menos somos cheirosas" como nota de rodapé, praticamente ilegível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reestabilização do mundo como um lugar menos caótico tomou tempo e fôlego, mas eventualmente ocorreu. Algumas empresas mantêm mulheres no comando, sob olhares de esguela dos funcionários. Muitas das chefes-de-Estado foram obrigadas a se retirarem da sociedade por alguns anos, dirigidas à casas de reabilitação. Geralmente um casarão atrás de altas montanhas perto da Capital do país. É fácil achar. É o prédio meio cor-de-rosa, meio verde-limão, com pichações de "porcos chauvinistas" por todas as paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;(Valeu pela espera, leitores que cabem nos dedos das mãos. A segunda parte foi escrita em 15 minutos, então não saiu nada de muito tchãn. E ah.. obrigado mulheres, por serem tão lindas e divertidas.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-113901724390214311?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/113901724390214311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=113901724390214311' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113901724390214311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113901724390214311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2006/02/revoluo-das-flores-parte-2.html' title='Revolução das Flores - parte 2'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-113750729558167303</id><published>2006-01-17T12:12:00.000-02:00</published><updated>2006-01-17T12:20:01.763-02:00</updated><title type='text'>Revolução das Flores - parte 1</title><content type='html'>Numa rápida análise histórico-social, lançando mão de artifícios econômico-religiosos e computando dados políticos, etários e mais um monte de baboseira que se possa fazer numa pesquisa com todo mundo sobre as mulheres, chega-se à uma única conclusão: ruim com elas, pior sem elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito essa máxima foi derrubada, é claro. Ela é fruto de conceitos machistas antigos e fora de moda. O homem na moda hoje é bem mais gay que muitos gays que eu conheço – não que eu conheça muitos gays – mas isso é papo pra outra história. A mulher é importante desde sempre, porém foi apenas com o fim do preconceito entre os sexos nas últimas décadas que puderam nossas flores se fixar como gente de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas controversas realizadas no MIT – Boston, Massachussests (tente dizer isso bêbado) provam que mulheres são amplamente mais organizadas e sensatas, além de reagirem melhor a situações adversas. Por outro lado, homens têm uma mente matemática mais desenvolvida, o que leva a saber onde é melhor arriscar ou ser conservador. Nós nos equivalemos, vai... É isso o que importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos dando os primeiros passos à democracia sexual. A socialista moderada Michelle Bachelet é a primeira mulher eleita por voto direto no Chile. Uma vitória incontestável para as feministas ferrenhas, e também para os chilenos engasgados com o governo esquerdista de Allende derrubado por Pinochet, anos atrás. Tudo dá voltas, é o que parece. Dando meia-volta no mundo, Ellen Johnson-Sirleaf é a primeira mulher eleita chefe de Estado na África, na Libéria. Num continente marcado pelo tradicionalismo de suas religiões tribais, uma mulher é escolhida como suprema comandante de um Estado em Guerra. Isso sim é superioridade feminina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas já são mais bonitas. Têm responsabilidade e sensatez pra cuidar de assuntos complicados. Não correm o risco de se deixar levar por um decote exuberante, da chefe ou companheira de trabalho. Estão sendo eleitas ao redor do mundo, em países chave para a disseminação desse ato. E ainda cheiram tão bem! É praticamente impossível competir com isso. Está na hora de admitir: homem algum consegue superar alguém igualmente inteligente com cabelos presos e molhados, batom neutro, sardas delineando o suave rosto e pele bronzeada. É o nosso fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos os cantos, elas vão começar a tomar posse. Primeiro vão sair de postos como caixas de supermercado e conquistar profissões masculinas, como motoristas de táxi ou ônibus, e programadoras de computador. Depois, poucas empresas não terão uma delas como Diretora-geral. É muito óbvio escolher entre uma bruta-montes e uma doce administradora.&lt;br /&gt;Em pouco tempo, maridos não serão os sustentadores de família e tenderão a desaparecer. Casamentos serão obsoletos, já que as mulheres vão descobrir que é mais divertido ganhar muito dinheiro e ter todos aos seus pés. Sua superioridade chegará a um ápice, ao ser uma mulher eleita presidente dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo agora é diferente. Para as crianças, não é mais vergonha perder em algo pra uma mulher, e a expressão “vamos, faça como um homem!” se torna pejorativa. As coisas são infinitamente mais cor-de-rosa, com detalhes em 14 tons de branco que anteriormente eram vistos como um só pelos homens. Fica cada vez mais difícil para um homem conseguir um bom trabalho. Começam a sofrer de forte preconceito. A maioria acaba passando o dia todo em frente à TV, com um saco de biscoitos sobre a barriga e a barba mal-feita. Ao mesmo tempo, mulheres dirigem conversíveis enquanto anotam os últimos compromissos em seus palm-tops.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------- Continua ---------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(dessa vez eu exagerei.. semanas sem postar, mesmo estando de férias. Como sempre, as melhores idéias surgem do nada e são escritas em uns 10 minutos.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-113750729558167303?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/113750729558167303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=113750729558167303' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113750729558167303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113750729558167303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2006/01/revoluo-das-flores-parte-1.html' title='Revolução das Flores - parte 1'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-113496268366952145</id><published>2005-12-19T00:31:00.000-02:00</published><updated>2005-12-19T01:24:43.756-02:00</updated><title type='text'>O folclore do Ho Ho Ho!</title><content type='html'>De todo o processo nostálgico que é relembrar tempos áureos da infância, ainda estou pra ver algo mais divertido que divagar sobre a inocência da criança que um dia fomos. Todo mundo já deixou de rir por alguma piada de duplo sentido, ou cantou &lt;em&gt;Mamonas Asssassinas&lt;/em&gt; sem entender o que eles realmente queriam dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as mentiras em que acreditávamos? Veríssimo (o neto) diz que a primeira coisa que fez quando virou adulto foi comer manga com leite e não morrer. Eu não tive essa coragem. É claro que tudo não passava de história, mas ninguém sabia ao certo. Algum amigo tinha um parente cuja professora de primário havia morrido por comer leite com manga. Não seria eu quem desbancaria essa lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as mentiras do tipo "eu já sou grandinho pra saber da verdade, mas não tenho certeza", a mais antológica de todas é a misteriosa existência ou não do bom e velho São Nicolau. É, o senhor barrigudo e idoso, de barba e cabelos grisalhos e compridos, roupa e touca vermelhas. Quando chegamos aos seis, sete anos, sentimos por vontade espontânea que algo de estranho havia por ali. Um só Noel pra todas as crianças do mundo? - Claro que as que não se comportavam eram riscadas da lista, mas mesmo assim! Além disso, minha casa nunca teve chaminé e eu nunca soube aonde diabos as Renas ficavam estacionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a passagem dos Natais, tínhamos todos a impressão de que poderia tudo ser uma grande mentira. Mas ninguém tinha certeza e, no alto de quase sete anos, nenhuma criança se daria o luxo de confessar a outro de sua idade sobre sua ignorância. Tudo indicava que ele não existia mas, no fundo, ninguém sabia mesmo.&lt;br /&gt;Isso era o começo, a porta pra divagações individuais. Será que só eu disconfio que não tem Papai Noel coisa nenhuma? Acho que no fundo todo mundo é assim. Mas como alguém descobre isso sozinho? Será que os adultos não têm vergonha de perguntar uns pros outros? Vai que uns acham que sim, outros que não... Como eles se acertam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia de Natal, a Mamãe pedia pra que os primos fossem todos brincar lá fora, que o Papai Noel ia passar pra deixar os presentes. O cara aparece uma vez por ano e ainda quer que ninguém o veja? Velho safado. Aposto que os adultos não precisavam sair, podiam assistir a tudo de perto.&lt;br /&gt;No fim das contas, era fácil desvendar o mito: uma olhadela por entre as cortinas da sala resolveria. Todo mundo tinha a pulga atrás da orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade é a Mamãe e o Papai lá colocando os presentes embaixo da árvore. Eu sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por segundos, havia uma pausa dramática. Ponderávamos o suficiente pra fazer o mais sensato: não olhar. Se tivéssemos tomado coragem, talvez encontraríamos o Bom Velhinho com um saco de presentes nas costas. Com uma mão ele retiraria um pacote aleatório e repassaria a uma ajudante de mais ou menos uns 1,30 de altura; a outra posta sobre o Lombar. Afinal de contas ele não era mais um jovem Noel e a coluna há muito havia se desgastado. São milhões de casas pra visitar, e tudo só hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos, no entanto, descobrir que realmente era a Mamãe e o Papai, e até seu tio Tuta, colocando os presentes ali no pinheirinho. E esse era o grande perigo. A cena seria esclarecedora durante os primeiros momentos. Passaria a desconfortante e acabaria no desespero da criança. Não haveria mais a surpresa, o encanto alegre e frívolo do Natal. A data seria reduzida a pacientemente esperar do lado de fora da casa, pacientemente cantar Noite Feliz; abrir os presentes e comer Peru com batata até não poder mais para, por fim, dormir insatisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, nós não olhamos. Nós tivemos a chance de descobrir tudo, mas preferimos a incerteza. E foi bem melhor assim. Ainda há, na infantil cabecinha da gente, a possibilidade de vermos um senhor de idade procurando um trenó estacionado sabe-se lá aonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba, agora faz tempo. Ainda que eu postei algo bem &lt;em&gt;flog&lt;/em&gt; da vida, mas há tempos não parava pra fazer um textículo pra cá. Foi agora com espírito festivo.&lt;br /&gt;Obrigado desde já aos 1/2 leitores do blog. Comentem né!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-113496268366952145?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/113496268366952145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=113496268366952145' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113496268366952145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113496268366952145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/12/o-folclore-do-ho-ho-ho.html' title='O folclore do Ho Ho Ho!'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-113379637591485529</id><published>2005-12-05T13:16:00.000-02:00</published><updated>2005-12-05T13:26:15.926-02:00</updated><title type='text'>Fique em dia com o autor...</title><content type='html'>Desculpa, gente. Só abri aqui pra tirar o pó - contratei uma moça pra vir aqui com espanador e rodo, ela tá trabalhando lá no arquivo antigo e logo deixa tudo limpinho. Mas já que estou aqui, vou dar uma atualizada no conhecimento geral dos leitores sobre a vida de minha pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz mais de um mês desde o último post (27 de outubro), e eu fiquei com saudades de escrever. Vamos ao itinerário passado.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simulados, últimas provas, momentos de tensão e aulas pela manhã e à noite. Tudo isso já seria cansativo o suficiente, se ainda não houvesse os ensaios pra formatura por que eu passei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando com a idéia de ser apenas um guitarrista de fundo, os exercícios de vocalização e 'interpretação' deixaram a todos mais confiantes e menos tímidos com o público. Na evolução natural do negócio, acabei por ser o único orador Homem dos seis (bendito fruto, eu..).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o texto dos professores em mãos, o esforço na atuação foi o suficiente e no fim das contas cantei a última música da formatura - Canção de Verão do Roupa Nova - e, quem diria, fui aplaudido como orador E como cantor. A alegria não poderia ser maior. E ainda toquei o hino nacional na guitarra... honra total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudação dos professores depois foi motivo de muita felicidade. Todo mundo falando que eu tinha sido o bonzão (e, convenhamos.. eu sou o bonzão) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra completar o pré-vestibular da Federal, fui aprovado no Cesusc. Iha. Algo de bom eu já tenho pro ano que vem. Mas a meta é justamente passar no vestibular da UFSC, começando domingo que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa. A tia da limpeza tá batendo no meu pé pra eu levantar o sofá e deixá-la varrer tudo. Posto um texto de verdade quando essa nóia acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos pra quem pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-113379637591485529?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/113379637591485529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=113379637591485529' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113379637591485529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113379637591485529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/12/fique-em-dia-com-o-autor.html' title='Fique em dia com o autor...'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-113043831630751616</id><published>2005-10-27T16:16:00.001-02:00</published><updated>2005-10-27T16:38:36.346-02:00</updated><title type='text'>Éramos 23.. na Terra do Nunca</title><content type='html'>Alô, tem alguém AÍ, aí, aí?   Há um tempo o blog está desértico (a onomatopéia do eco, vocês aceitam e não comentam ok?) e a tendência é ficar mais ainda. Depois da semana do saco cheio começou meu curso Intensivo à noite, e aí o tempo corre mais. Quando houver tempinho livre, passo aqui pra deixar qualquer coisa ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assunto de importância primeira: a viagem pra Ilha do Mel (PR) foi TOTALMENTE EXCELENTE. É claro que as expectativas já previam o acontecimento histórico, mas foi muito bom mesmo assim. O pessoal totalmente unido deixou as atividades  mais interessantes, se eu posso dizer. Ir à praia seria uma caminhada de míseros 50 metros; tornou-se nossa procissão de freqüência elevada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já na segunda-feira foram organizadas as primeiras partidas de futebol e os primeiros torneios inter-praias de jacarezinho. No fim da tarde quem é do &lt;em&gt;surf&lt;/em&gt; foi pro &lt;em&gt;surf&lt;/em&gt;, quem é da areia foi olhar. Eu, é claro, fui pro meu &lt;em&gt;hábitat&lt;/em&gt; natural, que é a água - hahaha. (segue trecho narrativo:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em meio à ondas turbulentas e o raso fundo com bancada de coral, um ágil pontinho branco movia os braços a escapar da arrebentação em sua cabeça. Foi jogado pras pedras, coitado. Somente resistiu pela incrível resistência física e equilíbrio mental das aulas com o lendário mestre &lt;em&gt;Pai Mei.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Após quase três horas (lê-se: 10min.) de luta contra o bravo mar, nosso herói avista seu salvador. A nobre alma do famoso Joãozinho Raio Laser, do seriado &lt;em&gt;Baywatch&lt;/em&gt;. Sua rapidez e astúcia foram testadas pra tirar o afogado da situação em que estava. Ao fim, a multidão (lê-se: a meia dúzia que estava ali) aplaude o salvamento e chora de felicidade ao não perder o surfista de banheira. Quem era o irreverente pontinho branco? Não sei quem &lt;strong&gt;fui&lt;/strong&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O relato àcima faz parte do meu próximo livro: "Entre o Mar e a Morte", no capítulo "Do sal ao Sangue". -  ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok. Eu me perdi no vaivém das ondas e, quando vi, tive que me apoiar em pedras pra não levar caldo. É óbvio que me cortei todo.. até demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite fazíamos luau... Cedo pela manhã, era hora de acordar e partir pra alguma trilha ou pra praia. Rápida volta pro almoço, e mais trilha/praia à tarde. E assim foi, por 4 dias. Tem coisa melhor que isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, conto minúcias dessa viagem, beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em tempo.. atrasado pra sair já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos pra quem pode beijar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-113043831630751616?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/113043831630751616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=113043831630751616' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113043831630751616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113043831630751616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/10/ramos-23-na-terra-do-nunca.html' title='Éramos 23.. na Terra do Nunca'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-113008119786158783</id><published>2005-10-23T13:18:00.000-02:00</published><updated>2005-10-23T13:26:37.870-02:00</updated><title type='text'>Fundamental, seja ótima ou péssima.</title><content type='html'>Imprescindível ao desenvolvimento social do homem, a religiosidade exerceu, ao longo da história, funções distintas, porém com significativa importância. De mecanismo de imposição moral a formulador de divergentes opiniões, é notável sua presença no cotidiano da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registros hitóricos datados da idade da Pedra Lascada comprovam que a crença no pós-vida tem raízes nas mais rústicas civilizações. Ainda em processo de formação, a fé incentivou o raciocínio desempenhou papel fundamental na passagem do homem instintivo para o homem lógico. Séculos mais tarde os maiores impérios impunham a religião como lei vigente, de maneira autoritária. O clero detinha o conhecimento e a riqueza e, portanto, o poder. Na história colonial do Brasil, missões jesuíticas catequizaram índios, mas não negros. as religiões dos escravos tiveram importância ignorada e a defesa da unicidade da fé cumpriu função intimidadora, eliminando caminhos para o raciocínio e impedindo manifestações contrárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a permissão da pluralidade religiosa, crenças o mais diversas possível surgiram, carregando valores semelhantes. O exercício da fé como válvula de escape para situações adversas tornou-se lugar-comum. O perceptível número de devotos religiosos em países abaixo da linha de pobreza denota que, posto que as condições de vida sejam precárias, a culpa e  o dolo são diretamente atribuídos a poderes divinos. Massifica-se assim a falsa livre consciência a respeito de discrepâncias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé e a religião são intrínsecas às diferentes culturas, tendo elas sido decisivas para o bem ou o mal da sociedade. No avanço geométrico da humanidade, mesmo com descobertas científicas importantes, crenças no extra-terreno têm se mostrado fortes e ainda hoje são necessárias porque se tenha uma sociedade com valores adequados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;--------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente.. mil desculpas pra quem entra aqui e não encontrou texto novo por um bom tempo. As aulas apertam e os estudos estão tomando conta da minha vida lentamente. Mas logo logo eu posto algo, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beijos pra quem pode beijar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-113008119786158783?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/113008119786158783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=113008119786158783' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113008119786158783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/113008119786158783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/10/fundamental-seja-tima-ou-pssima.html' title='Fundamental, seja ótima ou péssima.'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-112766329724901975</id><published>2005-09-25T12:46:00.000-03:00</published><updated>2005-09-25T12:58:07.990-03:00</updated><title type='text'>Pato nem tão feio</title><content type='html'>- De novo não, meu filho!&lt;br /&gt;A expressão de espanto da mãe era lugar-comum. Pela terceira vez seu filho caçula aparecia em casa com um olho roxo.&lt;br /&gt;- Mas mãe, o Paulão continua ameaçando as crianças da primeira série!&lt;br /&gt;- E não é por isso que você vai defendê-las contra um bruta-montes! Você tem só oito anos..&lt;br /&gt;- Faço nove daqui a quarenta e três dias, mãe. E deu sorte de hoje eu ter um sanduíche pro lanche; ao menos o garoto não passou fome.&lt;br /&gt;- Você deu seu lanche a ele? Era só o que me faltava, Luis Artur!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tuta era um cara estranho. Ele não tinha nenhum problema, não. Estava sempre no time de futebol de na equipe de matemática. Tinha amigos a perder de vista. O que intrigava os pais e todos que o conheciam era que o Tuta simplesmente não assimilava desonestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de errado passava batido. Já foi excluído de sala por ter delatado um amigo que lhe pedira cola. Já fez seu time perder final de campeonato quando, no último minuto, fez questão de gritar ao juiz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mão! Foi mão minha aqui! - Ficou de castigo por um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esconde-esconde com o Tuta era ótimo. Ele era o único que realmente contava até cem - sem espiar - e gritava "lá vou eu" logo na saída. Por outro lado, brigava feio com os amigos que se escondiam dois a dois, recusando-se a participar da falcatrua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a adolescência perdeu muitas amizades. Não via por que idolatrar as garotas populares e nunca bebeu, o que resultou no afastamento da turma. Gastou grande parte de seu tempo pesquisando e estudando física espacial, conseguindo entrar para o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica como bolsista. Ao longo do curso conheceu o processo burocrático das pesquisas, sempre seguindo as instruções à risca. Com vinte e dois anos estabeleceu uma importante relação magnética entre os pólos terrestres e a orientação dos pardais durante o inverno. Os professores, aproveitando-se da inocência do jovem, deram um jeito de tomar a pesquisa para si e hoje dão palestras pela Europa sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta corruptibilidade ao seu redor não lhe abalava o comportamento. Via no cumprimento das leis um prazer indescritível: o de nunca estar errado. À medida que amadurecia, ficava mais arrogante. Não suportava nem a proximidade dos "amigos partidos", como os chamava. Distanciou-se do pai por saber que ele havia dado um "jeitinho" para antecipar sua aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado, teve dificuldade em conseguir o posto de operário mecânico de uma companhia aérea, de onde nunca sairia. Foi impedido de participar das reuniões entre funcionários, por querer contar as decisões do grupo aos chefes. Como era difícil convencê-los de que se deve ser justo e correto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tuta tinha a essência do que é um indivíduo social perfeito. A sociedade, porém, não se constrói com perfeição. É feita dos justos e dos corrompidos, dos certos e dos errados, das oposições. São necessárias bases para comparação; temos, para isso, a esquerda e a direita. O Tuta estava certo em nunca estar errado, mas errou em esperar que todos fossem certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um texto feito nas bases do que pediria o vestibular, sobre o tema "corrupção". Desculpem a demora pros novos posts, mas o tempo é curto aqui. E obrigado à meia dúzia de leitores assíduos..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-112766329724901975?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/112766329724901975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=112766329724901975' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112766329724901975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112766329724901975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/09/pato-nem-to-feio.html' title='Pato nem tão feio'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-112612488167645073</id><published>2005-09-07T17:09:00.000-03:00</published><updated>2005-09-07T17:30:21.330-03:00</updated><title type='text'>Japonês tem quatro filhos...</title><content type='html'>E quem é que nunca cantou o hino da independência assim? Que jogue a primeira pedra - envolta pela bandeira - quem nunca o fez. Para muitos, era divertido cantar errado sem que a professora, na frente da fila que continha sua turma de prezinho, percebesse. Para muitos outros, a música era assim mesmo.&lt;br /&gt;E ''contente é a mãe gentil'' até faz sentido, certo? Teve quatro crianças com um japonês, tadinha. Fato tão heróico que, vejam só, faz parte do hino brasileiro da independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora esperem um pouco: independência do quê? A resposta histórica começa assim: "da opressão colonialista portuguesa, do abuso de nossos habitantes..'' e aí todos já sabem. Quero saber se, por mais 57 anos, não foram portugueses e comerciantes que governaram tudo por aqui? E depois, com a famigerada República 'da espada', não foram majores e coronéis com interesses colonialistas os que governaram? Continuamos os mesmos, oras. As oligarquias da "República Velha", o Vargas gauchão e trabalhista, nada de muito diferente. Tivemos, sim, a valorização do que é brasileiro. Mas interesseiros por interesseiros, importa daonde são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena, mas constituímos um país de gente bunda-mole. Não muito inteligentes, e bunda-moles. Não temos perspectiva e somos comodistas. E é incrível, mas as classes baixas têm menos vontade que os emergentes empresários e famílias da clásse média, que precisam lutar para manter seu poder de compra e qualidade de vida. É, como Caetano bem disse, uma Geléia Geral - e isso é papo pra outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sete de Setembro, comemoramos as CPIs ''lenço de papel''. Você puxa uma e - uau! - outra aparece. Sem muita controvérsia, acho que eu só estou meio triste por ser o único que ainda não recebo meu mensalão. Até um mensalinho eu aceito. E garanto que falsifico documentos melhor que o Cavalcanti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2005 tem sido motivo de orgulho pros brasileiros. Somos o primeiro em corrupção - finalmente o mérito merecido. Posto que tentávamos há anos. Vamos aproveitar a semana da pátria para agradecer a esses políticos, que têm nos presenteado com horas de TV que seriam hilárias, se não fossem apavorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E já raiou a liberdade no horizonte do Brasil - é, sei sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-112612488167645073?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/112612488167645073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=112612488167645073' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112612488167645073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112612488167645073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/09/japons-tem-quatro-filhos.html' title='Japonês tem quatro filhos...'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-112576344002386388</id><published>2005-09-03T12:25:00.000-03:00</published><updated>2005-09-03T13:04:00.066-03:00</updated><title type='text'>Policromia do preto, do branco ... e do resto.</title><content type='html'>"O mundo é azul lá de cima; o mundo é vermelho na China. O mundo, de fora, é uma bola; o rubro chinês é de Coca-Cola". Os versos de Lenine reforçam os efeitos da fusão cultural a que estamos submetidos e questiona até que ponto nos rendemos aos classificados como dominantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da evolução social do homem, desde as primeiras e mais rústicas civilizações, o mecanismo crucial para concretizar as cidades-Estado fortes foi o intercâmbio de culturas e conhecimentos particulares de cada povo. Com o crescimento geométrico das populações, a discrepância entre países dominantes e submissos aumentou e, junto com ela, a polarização imperial, impondo a primeira globalização: a de pensamento. Unificar culturas é exterminar valores regionais característicos e limitar o espaço criativo, condicionando o raciocínio e criando sub-estados da cultura mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação intercultural pode, por outro lado, beneficar oprimidos e opressores. Com o início da Guerra Fria e o mundo dividido em dois pólos - capitalista e socialista - a China estava presa a um regime esquerdista ditatorial. A queda do imperador Mao-tsé Tung e a ascensão de Deng Xiaoping fizeram o país mais populoso do mundo abrir suas portas para o investimento exterior em troca de uma visão capitalista para seu fluxo de mercado. A espantosa metamorfose chinesa de uma fortaleza imperial ao maior mercado consumidor do mundo se deve principalmente à troca de conhecimentos entre essas nações nunca antes interligadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mundo é branco por traz; o mundo é negro por paz. O mundo já foi colorido, e hoje é triste consigo" - estamos sujeitos a influências culturais as mais diversas. Não se pode, porém, permitir o domínio de quem extingue, junto com a cultura, patrimônios históricos universais. Intercâmbio cultural é necessário, respeitando-se os limites individuais de cada tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada a ver com o estilo do Blog e tal, eu sei. Fiz o texto pro colégio - ensaio pro vestibular, né - e resolvi postar. Sobre o mesmo assunto eu tinha umas colocações irônicas.. mas deixa pra próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-112576344002386388?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/112576344002386388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=112576344002386388' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112576344002386388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112576344002386388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/09/policromia-do-preto-do-branco-e-do.html' title='Policromia do preto, do branco ... e do resto.'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-112380373019069011</id><published>2005-08-11T19:30:00.000-03:00</published><updated>2005-08-11T20:42:10.236-03:00</updated><title type='text'>Sediando o apocalipse - parte 2</title><content type='html'>---Desculpem-me pela demora de mais de uma semana, mas o tempo é escasso e a vontade não ajuda. Prometo (mas não cumpro) postar mais, ok? Beijos---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a garagem preenchida - cada festeiro que entrava na garagem fazia com que um outro, lá do outro lado, fosse empurrado pra fora - o resto da casa estava desértica e silenciosa. A visão de uma sala de estar (ou o que sobrou dela) vazia abriu seu sorriso. Por quase meio segundo seus dentes ficaram à mostra, interrompidos pelo som de vidro quebrando e risadas desconfortáveis vindas da garagem. Na rápida saída por trás da casa ainda teve tempo de lançar olhares de canto à casais que se engoliam em cantos escuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente nada mais poderia causar-lhe espanto; já havia sofrido de tudo nessa noite. A cena, porém, não foi agradável: um bando de gente desconhecida usava anões de jardim como objetos sexuais, protagonizando situações vistas só nos piores pornôs. E eram ovacionados até pelas garotas, que a essa altura já tinham muito sangue no seu álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o final do quarto CD de funk - depois de outros quatro de pagode - a agitação era menor. As mais comportadas já tinham ido embora, levando consigo namorados submissos e as primeiras amigas bêbadas. Como conseqüência, vários homens saíram sem avisar, andando abraçados pra manter equilíbrio. Seu ânimo agora é inversamente proporcional ao número de convidados - e não-convidados - e cresce a cada minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos de dois minutos após o fim da música (e da bateria) do carro, um violão surge do nada, dando tom melancólico à festa. Começa-se com reggae e rock, é claro. O pop romântico faz uma aparição relâmpago, dando lugar à pedidos excêntricos das meninas bêbadas. O violeiro enrola mais que toca, mas ninguém percebe. Quando as músicas depressivas tomam conta do repertório, pares de olhos se encontram na rodinha, enquanto outros lacrimejam discretos. Entre versos e estrofes ouvem-se suspiros de desânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crente que a festa estava se encaminhando para o esperado fim, você volta pra dentro de casa e se joga no sofá mau iluminado da sala. Ou melhor, se joga em quem já está no sofá. Uma mulher deitada? Um HOMEM deitado? OS DOIS? Antes de descobrir você pula fora e acaba puxando uma cadeira de praia pra dentro. O silêncio toma conta e só se escutam estalidos de beijo romântico, e até alguns gemidos vindo de longe. Você tem até medo de entrar no quarto e ver o que acontece lá. Mas vai mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na porta, um papel toscamente recortado carrega os dizeres: 'Não perturbe, garanhão na atividade'. Infelizmente, você não vê a mínima graça e entra sem cerimônia. Para a sorte de todos, o que se vê é um casal deitado embaixo dos lençóis, se beijando lentamente. Ao sinal da sua presença o rapaz pula da cama, mostrando-se só de cueca. A moça assustada cobre-se com o lençol e corre pra pegar suas roupas, junto com ele. Sem dizer uma palavra você sai do quarto, fechando a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar para a churrasqueira você encontra dois casais aparentemente recém-formados - e não reconhece ninguém - e o violeiro tocando sozinho. Passam-se alguns minutos e eles também decidem ir embora, sabe-se lá como. Você está, enfim, sozinho. Ou acha que está.&lt;br /&gt;Um casal descobre ser observado por seus olhos de anfitrião e sai do canto escuro aonde estava; ela descendo sua saia, ele fechando o zíper da calça. Na saída os dois tropeçam um no outro e riem descontroladamente, enfurecendo a já acordada vizinha do lado. O silêncio agora dura mais do que apenas alguns segundos e você parece estar chegando ao nirvana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última olhada no estrago causado pelos baderneiros chama sua atenção para um canto escondido da churrasqueira, onde você não se lembra de ter ido essa noite. Em um banco comprido, daqueles de igreja, senta-se uma figura ligeiramente familiar. Você não se lembra daonde reconhece o rosto, até que ele se vira pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Opa, desculpa o incômodo até agora.&lt;br /&gt;- Calmaí. Você não é o..&lt;br /&gt;- Sim sim.. o Tuta não veio, pelo que parece&lt;br /&gt;- Ah, sei.&lt;br /&gt;- Acho que ele não vem mais, né?&lt;br /&gt;- É difícil, cara.&lt;br /&gt;- Então acho melhor eu chamar alguém pra me buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virando-se de costas pro infeliz, você entra na casa e se joga na cama desarrumada, antes de perceber que ela tinha sido usada pra, digamos, consumar uma relação. Juntando energia sabe-se lá de onde você pula e procura um canto intacto pra dormir. Encontra o depósito, do lado do baú com copos e porcelana guardado horas antes. Abraça-se a ele. Enfim um canto não bagunçado e inteiro da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;--------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;êlaiá.. Fim a mais uma série de dois (2) contos. Deixem o comentário e valeu muito pela visita!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-112380373019069011?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/112380373019069011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=112380373019069011' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112380373019069011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112380373019069011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/08/sediando-o-apocalipse-parte-2.html' title='Sediando o apocalipse - parte 2'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-112294988953365125</id><published>2005-08-01T22:28:00.000-03:00</published><updated>2005-08-01T23:33:20.293-03:00</updated><title type='text'>Sediando o apocalipse - parte 1</title><content type='html'>São 17:45 no seu relógio, e você nem tomou banho ainda. É sexta-feira e, como toda sexta-feira, tem festa. Só que desta vez é na sua casa. Uma última checagem antes dos preparativos finais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cerveja na geladeira, refrigerantes também. Vodka - da mais barata - à mesa, junto com os sacos de pão e o coraçãozinho descongelando. Pais viajando desde quinta-feira. Artefatos de porcelana, cristal e qualquer coisa quebradiça devidamente guardados e lacrados em baús no sótão da casa. Beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo de cabelos molhados e peladão do banheiro, você avista o primeiro a chegar, pela janela. Ou melhor, ele te avista. Após um microssegundo de desconforto ao tapar com a toalha sua Zona do Agrião, você tem a ligeira impressão de não conhecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Opa, tudo bom?&lt;br /&gt;- E aí.. tranquilo sim.&lt;br /&gt;- Ah, legal.&lt;br /&gt;- Ehm...&lt;br /&gt;- Eu sou amigo do Tuta. A gente se conheceu lá no show lembra?&lt;br /&gt;- Ah claro claro. Fica à vontade cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento algumas perguntas lhe vêm: Será que está tudo preparado? Será que todo mundo vai achar a casa? Que show e que cara é aquele? Nada tem resposta por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze minutos se passam e você acabou de se arrumar. Indo pra sacada você já encontra alguns conhecidos, e mais gente estranha. A noite começa a cair e o ânimo ainda é fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai uma gelada aí? O &lt;em&gt;freezer&lt;/em&gt; tá cheio!&lt;br /&gt;- Claro claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal acendem-se as luzes automáticas da rua, sua casa é tomada por gente que parecia estar à espreita, esperando pra atacar em bando. No meio da multidão que vem, você reconhece alguns rostos, mas não muitos. À frente de todos vem o Tiago, cercado por penetras. Lá no meio você acha que viu o Cacá, entre uma menina de óculos escuros - sim, mesmo à noite - e um cara que parecia estar de boina - além de bicões, eram excêntricos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa parte dos últimos quarenta minutos foi tomada pela limpeza de uma latinha que estourou na cozinha. O criminoso era, com certeza, um dos bicões; qual deles não era problema. Você percebe que o intervalo entre um assunto e outro parecia estar demorando demais, e quando você corre pra ver o motivo - na sua cabeça a imagem de alguém desmaiado e muitos em volta - tropeça no cabo da vassoura que usou pra limpar a bagunça na cozinha e dá de cara com a mancha molhada do gramado. Deitado de bruços você faz força e olha pra cima. Vê um desconhecido abotoando as calças e sussurando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode deixar xará. A festa é tua e eu não conto que tu tropeçou bem onde eu vim regar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já são quase onze horas, mas parecem três. De leve o som de bate-estaca vem aumentando rua adentro, antecedendo um carro lotado - no sentido mais populoso da palavra - de gente. Quando os passageiros começam a sair você tem a impressão de ter visto algo parecido no circo, com palhaços e um fusca. O motorista - penetra, é claro - entra com o carro na garagem sem perguntar e põe o som no talo, atraindo os convidados pra frente da casa. Se aquilo tocando era pagode ou uma TV fora do ar, você nunca irá saber. Pelo jeito, porém, o anfitrião era o único incomodado com a má qualidade do som do carro; a mulherada veio sambar, trazendo consigo os homens e o barulho das conversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------Continua-----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zentem desculpa a demora ao post. Fiquei feliz de ter recebido comentários exclusivamente pedindo pra eu postar mais.. Tomo como incentivo de todos vocês, minha meia-dúzia de leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-112294988953365125?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/112294988953365125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=112294988953365125' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112294988953365125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112294988953365125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/08/sediando-o-apocalipse-parte-1.html' title='Sediando o apocalipse - parte 1'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-112052000959475211</id><published>2005-07-04T19:22:00.000-03:00</published><updated>2005-07-04T20:46:42.163-03:00</updated><title type='text'>Manifesto Social de um Bom Garfo</title><content type='html'>Quem nunca conheceu ou até é um vegetariano radical? Acho que pra cada grupo de amigos, ficou reservado um cargo de natureba-boy; infelizmente não estão contratando. Eles estão em toda parte.(!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu me queixe da existência de alguém, não. Mesmo sendo carnívoro inveterado, respeito opiniões as mais esdrúxulas. Há os que não comem carne vermelha; os que não comem carne suína. Há os que só comem peixe - acho eu que pelo fato destes não possuírem sobrancelhas, ficando impossíveis as expressões de tristeza ou dor. E aí, faca neles! - e há os que nem sabem mais o que comem ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista científico-evolutivo, um pertinente argumento paira.: foi justamente pelo consumo de proteína (carne, rubra carne) que chegamos ao dado estado de último consumidor em teias alimentares. Usamos pouco a força e muito mais a exclusiva característica do raciocínio, enquanto nossos primos macacos se saciavam com um delicioso punhado de (ui!) grama. Recusar porção tão vasta do cardápio de que dispomos é um abuso. É contrariar as leis evolutivas, no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não gosta de fato sério, o lado social.: Vegetarianismo radical, na minha singela opinião, é um descarado preconceito com os outros reinos de seres vivos. A taxionomia os expõe e detalha, mostra sua importância ao nosso dia-a-dia. Negar tal importância seria outro desrespeito histórico e científico. Não podemos ter prioridades entre os reinos.&lt;br /&gt;Independentes desde pequenos, os vegetais têm alta capacidade de crescimento e se viram sozinhos. Isso vale pros fungos, também. E assim como peixes não se expressam por - tadinhos - não terem sobrancelhas, será que as plantinhas não sofrem sabendo que serão entrada, prato principal e sobremesa de toda refeição? É um genocídio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me intriga é ver a expressão de confiança na voz do(a) interlocutor(a):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você consegue comer essa coisa sabendo que antes já foi uma linda vaquinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não posso com isso, gente! Não dá pra esquecer o tratamento que esses pobres frangos recebem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá. Os natureba-boys e girls que me desculpem, mãs não podemos negar os maus tratos a plantações inteiras, abusando de venenos (eufemismo: defensivos agrícolas). Famílias de arrozinhos são mortas todos os dias. Quantas e quantas cebolas têm seus pais sacrificados por motivos inexplicados! Inofensivos grupos de amigos salsinhas são executados sem dó. Eles só estavam se divertindo! E não vou nem começar a tentar defender os cogumelos. Pobres coitados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha gente querendo promover o Apartheid alimentício, já. Banheiro pra vegetarianos, banheiro pra onívoros. Restaurantes, idem. O pai chama o filho à sala, preocupado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem cá e me diz com quem andavas hoje à tarde&lt;br /&gt;- São uns amigos, pai. Amigos novos.&lt;br /&gt;- Eles são dos&lt;em&gt; verdes, né?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- &lt;/em&gt;Não pai, eu juro! Eu juro! Pai! Não pai, o chinelo não! Paaai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui a esperança de um mundo melhor, onde chuchus e alcatras tenham o mesmo valor. Onde haja respeito entre uma sobrecoxa e um &lt;em&gt;champignon&lt;/em&gt;. Onde as opiniões de todos os seres vivos sejam acatadas, tendo eles ou não malditas sobrancelhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixando isso tudo de lado..; quem me acompanha prum espeto corrido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem se ofendeu..: calma zentem.! Mas que é a minha opinião, é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-112052000959475211?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/112052000959475211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=112052000959475211' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112052000959475211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/112052000959475211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/07/manifesto-social-de-um-bom-garfo.html' title='Manifesto Social de um Bom Garfo'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111992455749534299</id><published>2005-06-27T23:08:00.000-03:00</published><updated>2005-06-27T23:09:17.503-03:00</updated><title type='text'>Per Favore. Please. Bitteschön. POR FAVOR!</title><content type='html'>Depois de um surto, praticamente uma explosão demográfica nos comentários, que de 0,2 por post subiram para 5 por post - eu sei, eu me contento com pouco - eu deixei o ácaro tomar conta disso aqui. Mas I'm Back! Ou nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta tempo pra sequer pensar em passar aqui e bolar alguma coisa. Até porque ultimamente os assuntos não me vêm mais; triste fato. Caros leitores (todos os cinco), tentem respeitar o ano complicado e tudo mais. Meus planos era entrar para o mundo dos ".com" já, mas pela falta de visitas infelizmente não tem como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui sem disfarce meu pedido descarado por COMENTÁRIOS! Minha meta bloguística seria um domínio. Um lugar ao sol. E não essa luz artificial que me dão os 'blogspot' da vida. Pra que isso aconteça, eu preciso de motivos! Então eu queria mais comentários (não dói.. eu juro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos textos estão brotando já. Tenho dois prontos na cabeça..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo pra quem pode beijar por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De joelhos: Leonard.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111992455749534299?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111992455749534299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111992455749534299' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111992455749534299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111992455749534299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/06/per-favore-please-bitteschn-por-favor.html' title='Per Favore. Please. Bitteschön. POR FAVOR!'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111852637370621178</id><published>2005-06-11T13:07:00.000-03:00</published><updated>2005-06-11T18:46:13.766-03:00</updated><title type='text'>Pioneiro popstar - parte 2</title><content type='html'>Em nosso último encontro, nosso herói (?)  se via rodeado por papagaios-de-pirata. Os rumores sobre seu envolvimento com a famigerada Maria Madalena aumentavam, assim como a demanda por mais e mais milagres.  Sua agenda não suportava mais os compromissos, suas multiplicações e levitações sobre água ficaram redundantes. Pela primeira vez em sua vida, Cristo ficou obsoleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mansão era ponto de encontro dos &lt;em&gt;paparazzi&lt;/em&gt; e sensacionalistas. Fotos suas eram tiradas durante descontraídos jogos de tênis com amigos (Pedro, Lucas, Judas) e qualquer atitude sua tinha conseqüências nacionais. De um simples filho de virgem, Jesus de Nazaré passou a &lt;em&gt;top#1&lt;/em&gt; das paradas judaicas e, em pouco tempo, iniciaria a decadência. O uso e abuso de ópio o levava a dizer coisas praticamente sem nexo em praças públicas e lugares constrangedores. Suas citações, por incrível que pareça, foram acatadas e piamente seguidas, compondo regras e valores morais utilizados até hoje. Cada coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como numa tentativa bem-apessoada de dar um &lt;em&gt;uplift&lt;/em&gt; na carreira, Cristo abriu uma rede de casas que propagava sua palavra (com direito a show pirotécnico e coral de negonas). As tais casas se espalharam incrivelmente. Todo mundo queria ter a sua própria filial; e como a franquia solidária - como era chamada - não dificultava a abertura de novos postos, em pouco tempo havia uma a cada esquina. Após discussões com a polícia - sonegação e  estelionato - as casas perderam certo respeito, mas nada que agravasse o lucrativo negócio d'Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da alvorada à derrocada, da ascenção à triste queda. Jesus Cristo, Rei dos Judeus; um nome que sozinho fez história como o primeiro &lt;em&gt;popstar&lt;/em&gt; dos tempos. A personalidade mais conhecida no mundo (junto com Pelé), que há dois mil anos nasceu e desenvolveu uma sociedade altamente rentável e tradicional. Tem gente que tem o dom, o carisma, poderes de persuasão incríveis. E tem gente que é filho de deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111852637370621178?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111852637370621178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111852637370621178' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111852637370621178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111852637370621178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/06/pioneiro-popstar-parte-2.html' title='Pioneiro popstar - parte 2'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111819876026137370</id><published>2005-06-07T23:45:00.000-03:00</published><updated>2005-06-07T23:46:00.266-03:00</updated><title type='text'>Pioneiro Popstar</title><content type='html'>Por trás - ou pelos lados - de toda epopéia esgueiram-se os acontecimentos secundários. Esperam a hora de aparecer ou sucumbem no esquecimento. São as fofocas históricas, delatando o lado negro do nosso passado. Diz-se que quando Jesus nasceu, em um remoto celeiro em Belém, o casal de pais teve brigas feias. Maria insistia em defender sua virgindade, enquanto José reclamava que o pequeno não parecia em nada com ele. Aliás, tinha o semblante semelhante ao do Leiteiro. Fazer o quê. Mais tarde um pouco, o adolescente Cristo não era muito feliz. Poucos sabem que os garotos faziam chacota dele por não conseguir nadar. Enquanto o rio refrescava a molecada, o pobre-futuro-salvador nem molhar as canelas conseguia; pairando inconsolado sobre a retícula cristalina. Ainda bem que sua habilidade lhe veio a calhar mais tarde como a primeira grande jogada de marketing da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, Jesus era dotado de inteligência descomunal. Conversava com os senhores filósofos aos tenros doze anos (assim fomos ensinados pela tia Odete, de catequese). Era o mais correto garoto que já se tinha visto. Havia brigado sério com amigos, por dizer-lhes que não podiam esconder-se em dupla no esconde-esconde. Sempre pagava os dez por cento do garçom. Não comia besteiras antes do almoço. Nunca aceitava emails de gente desconhecida; ele era um homem reto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já desde novo com madeixas alongadas e brilhosas, foi o primeiro metrossexual de que se tem notícia. Túnicas as mais brancas, unhas feitas e barba bem aparada. Também não poderia ser menos: quem quer ser salvo por um desleixado? Ele era bonitão. Não à toa foi cortejado pelas mais belas moças da época - e se fazia de difícil -, tinha um quê de charme excêntrico. Seu sonho, porém, era a Brigitte Bardot. Nos filmes ela era fenomenal(...) mas ele, tão humilde, não tinha jeito pra chegar em alguém como ela. Ao espelho, as confissões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é o Cristo, cara! Meu Pai!, digo; Meu Deus! (...) Não há encanto que resista aos seus milagres. Preveja um fato ou dois, multiplique uns pães. Ela tem que cair nos seus braços, não há como não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão cedo Jesus fez seus primeiros milagres, foi capa de todas as principais revistas. A "Hebraic Times" o destacou como personalidade do ano por três vezes consecutivas, fato inédito. Os rumores sobre a vida privada do Salvador começaram por onde não deviam: um estranho envolvimento com uma tal de Madalena - estranhamente mal quista por todos. Vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------Continua----------------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111819876026137370?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111819876026137370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111819876026137370' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111819876026137370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111819876026137370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/06/pioneiro-popstar.html' title='Pioneiro Popstar'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111789839038795791</id><published>2005-06-04T11:49:00.000-03:00</published><updated>2005-06-04T12:30:39.423-03:00</updated><title type='text'>Pompa aparenre, Vácuo consciente.</title><content type='html'>ô, mundo capitalista. Ei-lo.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer dizer então que você finalmente conquistou aquela &lt;em&gt;Louis Vitton&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;- Claro. Também, eu sou praticamente um &lt;em&gt;Adidas&lt;/em&gt;.!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intervalo de aulas, mais um dia vazio. Vozes confusas, símbolos, slogans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E olha aquele &lt;em&gt;Nike&lt;/em&gt; vindo pra cá. Acho que não o tinha visto&lt;br /&gt;- Ah eu já. Mas ele anda com os comunas.&lt;br /&gt;- Ui!, comunas e sua falta de cor! O que custa ser um &lt;em&gt;Levi's&lt;/em&gt; básico? Parecem de outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soberanas sobre as simples pessoas - cobaias inconscientes - as imponentes marcas personificam e destacam caráteres. Valor de compra estipula amizades; as escolhe a dedo. Pela passarela entre o bebedouro e a zeladoria, de pronto percebem-se cadáveres coloridos. Desfilam displiscentes, têm confiança na primeira e superficial impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aquela &lt;em&gt;Triton&lt;/em&gt; de ontem, o que achou?&lt;br /&gt;- De início, ótimo. Chegando perto percebi que estava mais pra &lt;em&gt;Bolsão&lt;/em&gt; que pra qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;- Que &lt;em&gt;Triton&lt;/em&gt; é essa? Aquela de olhos verdes?&lt;br /&gt;- Nossa, &lt;em&gt;Mormaii&lt;/em&gt;, você presta atenção em cada coisa que nem acredito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bate o sinal e por mais alguns minutos o 'ter' define o 'ser'. Almas tão vazias arrastam-se impecáveis; defeitos ocultados por mórbido brilho incoerente. Rótulos de estereótipos clichês. Impermeáveis embalagens, lacradas a vácuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111789839038795791?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111789839038795791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111789839038795791' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111789839038795791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111789839038795791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/06/pompa-aparenre-vcuo-consciente.html' title='Pompa aparenre, Vácuo consciente.'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111654674526400507</id><published>2005-05-19T20:49:00.000-03:00</published><updated>2005-05-19T20:52:25.273-03:00</updated><title type='text'>Como todos nós</title><content type='html'>(texto que tem uns 8 meses de idade. Praticamente meu primogênito nessa nova era. Acompanhem a inocência e a evolução aos dias de hoje, comparando com outros textículos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega, enfim, o final de Junho. Os planos de viagem há muito feitos vão ter vez em um dos anos mais conturbados dessa típica, porém peculiar família do norte fluminense.&lt;br /&gt;Sêo Alberto Costa e Dªbeatriz Costa e seus filhos Juca e Cíntia ainda dormiam quando batem as oito horas da manhã. O primeiro a acordar é o patriarca, como de praxe. Ávido e experiente, ele toma seu banho, faz a barba e desce para ler o último JB.&lt;br /&gt;Meia hora depois, dªBeatriz acorda, mas não levanta. Ronrona na cama por alguns minutos, como que relutando a levantar num sábado tão frio e aconchegante.&lt;br /&gt;Quando enfim levanta e desce, vê seu marido com o jornal em punho, a TV ligada em um canal fora do ar e a xícara sobre o móvel de centro SEM o porta-copos que é deixado ao lado da mesa, para o cabeça-dura não esquecer. Nada pior pra começar a manhã:&lt;br /&gt;- João Alberto da Costa, cadê o porta-copos na minha mesa?&lt;br /&gt;- Querida, só tinha apoiado pra virar a página.&lt;br /&gt;- Você sabe as regras. Agora olha o que você fez na minha linda mesinha!&lt;br /&gt;- Amor, estamos em 1984. Tem que haver, em todo o Rio de Janeiro, alguma coisa que limpe isso.&lt;br /&gt;- Vá, vá. Vai ver as crianças e deixa-me sozinha que não preciso de tuas desculpas&lt;br /&gt;Já contrariado, Alberto - ou Beto, como era chamado em casa - sobe para encontrar Cintia já saindo do banheiro, com o tradicional drama:&lt;br /&gt;- Meu cabelo nunca acordou pior! Que saco de viagem também, né pai?&lt;br /&gt;- Minha filha, nunca passamos tempo juntos! - Alberto fazia tudo, mesmo que sem sucesso, em prol da união familiar.&lt;br /&gt;Ao entrar no quarto do filho, porém, se deparou com algo que o agradou. O caçula de tenros 7 anos já arrumava, desajeitado, sua mala. As roupas não dobradas e amassadas não ocultavam o senso de responsabilidade do pequeno.&lt;br /&gt;Sempre fora o orgulho da família, já que a mais velha vivia reclamando. As poucas vezes que a filha lhes presenteava com bom-humor, era recoberto de sarcasmo e sua felicidade nunca era compartilhada. Superior ao que houvesse ao seu redor, nunca admitiu erro cometido. Nunca aprendeu a pedir desculpas e, ao contrário do resto da família, tinha uma ânsia por consumo apenas superada pela egolatria que lhe tomava a personalidade.&lt;br /&gt;Já Juca, ao contrário, fazia questão de ser o educado e o correto na roda. Já brigou feio com amigos por ter-lhes dito que não podiam esconder-se de dois em dois no esconde-esconde. Não gostava de fazer ninguém parar de sorrir e mesmo assim vivia com uma seriedade igual à de seu avô. Fazia todos rirem e dificilmente sorria com piadas alheias. Era quieto, e quando respondia carregava mistério na voz. Tinha os olhos da mãe e os cabelos bagunçados do pai.&lt;br /&gt;Dª Beatriz era a típica mãezona, de que todos gostamos e odiamos. Mantinha a casa impecável e brigava com quem entrasse sem bater os pés. Mas sabia fazer o bolo de fubá que os dois tanto adoravam. E escrevia mensagens no espelho, quando saía do banho. Vivia seu sonho de ser feliz com sua família e adorava a rotina.&lt;br /&gt;Por último, Sêo Alberto. Tão sério e ético quanto brincalhão. Passou no primeiro vestibular (o único da família a conseguir!) para engenharia civil. É agora diretor de uma junta trabalhista, onde consegue tempo para trabalhar como calculista e faz sobrar algumas horas pra família. Pode-se dizer então que é uma família unida pelos probleminhas que tem.&lt;br /&gt;Mas voltando à manhã que nos trouxe aqui (...) Alberto já conhecia o filho que tinha, e não se espantou – mas não conteve o sorriso – ao ver Juca já quase pronto.&lt;br /&gt;-         Filho, deixa que o pai te ajuda.&lt;br /&gt;-         Deixa, pai, eu sei fazer!&lt;br /&gt;-         Oh, que cena linda! Beijem-se agora! – Cintia berrava do outro quarto, ao ver o saco de seu irmãozinho ser puxado de novo.&lt;br /&gt;Lá de baixo, ouvia-se Beatriz chamando os outros pro café.&lt;br /&gt;-         Vamos descendo que senão o dia acaba! - Sempre fazia comentários exagerados&lt;br /&gt;À mesa, Cintia pensou quatro vezes antes de começar. Hesitou um pouco e, quando foi abrir a boca, Alberto aproveitou:&lt;br /&gt;-         Enfim uma viagem em família! Que bom que todos estão gostando da idéia – Mãe, me alcança o queijo?&lt;br /&gt;-         Faz tempo que não nos reuníamos, né? – Beatriz passava o queijo e concordava.&lt;br /&gt;Juca poderia até não gostar, mas como diziam os tios, ele estava ali simplesmente pra amenizar as brigas da família. Já Cintia dizia o que pensava:&lt;br /&gt;-         Eu não quero ir e deu. Vocês dois bem sabem que hoje tenho show! Todo mundo vai paiê!&lt;br /&gt;-         Filha, você realmente prefere ouvir essa Urbana... como chama?&lt;br /&gt;-         Legião.&lt;br /&gt;-         Legião Urbana, que seja. Você não prefere passar dois dias em Angra dos Reis?&lt;br /&gt;-         Ah paiê.. sem comparação né. Angra é coisa pra velho! E velho chato, ainda. Legião é o que tem de melhor nesse país de merda. O que é da hora está tudo lá fora!&lt;br /&gt;-         Olha o palavrão, garota! – a mãe interferia quando necessário.&lt;br /&gt;A primeira refeição do dia começava turbulenta, mas era assim sempre. A mãe preocupada com o nível da conversa e o marido calmamente argumentando enquanto a filha mal se continha, buscando sempre contrariar os pais mesmo traindo sua própria vontade. Juca só assistia e quando todos se viravam pra ele, como que pedindo ajuda, o pequeno apenas sorria:&lt;br /&gt;-         Gente, vocês ainda me cansam um dia. Mana, vai com agente porque você não pára em casa. Mãe, a mana está grande e fala palavrão direto com as amigas, eu sei. Só pede pra ela parar aqui. Pai... seilá, o que você disse mesmo?&lt;br /&gt;De repente a discussão parava, mas por pouco tempo. Era a falta de dinheiro, a falta de liberdade, o excesso de proteção; motivos não faltavam. A família vivia em harmônica desordem. Por mais estranho que pareça, somos ou não todos assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111654674526400507?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111654674526400507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111654674526400507' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111654674526400507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111654674526400507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/05/como-todos-ns.html' title='Como todos nós'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111549950444085241</id><published>2005-05-07T17:24:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T17:58:24.446-03:00</updated><title type='text'>A sua é de quê?</title><content type='html'>Demorei, mas convenci-me: participamos de esclavagismo moral. Digo nós, referindo-me a todos, sem distinção. Não há clara escapatória contra imposições de intenção discutível, assim como não enxergo saída do aparelho moderador sem exclusão mais abrangente - até demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma ótima causa, o ciclista seis vezes campeão da volta da França Lance Armstrong - recuperado de leucemia - abriu a fundação &lt;em&gt;Livestrong against cancer&lt;/em&gt;, doando parte de suas conquistas para clínicas especializadas. Como tática marqueteira/altruísta, lançou a &lt;em&gt;Yellow Wristband&lt;/em&gt;, como é chamada. Uma simplória pulseira de borracha amarela, made in China. Pelo ultra abusivo preço de 1 (um, é.. um!) dólar, o cidadão comum ajuda as formas normais de câncer e mostra a todos que é militante. Fez tanto sucesso que inspirou as famosas &lt;em&gt;Stand up, speak up&lt;/em&gt; da Nike, e a Tsunami Aid (de cor verde limão). Embalada pela moda de rápida pulverização, a Nike lançou diversos modelos e cores, tendo o basquete como tema central e vestindo seus jogadores endorsados com as devidas pulseirinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos Estados Unidos fez sucesso, no mundo fará; não é isso? Se não for, há de ser. Pela Europa, as wristbands se espalharam como pão na praça de São Pedro. Por todos os cantos, jogadores vestem preto e branco no pulso, aderindo à causa. O engraçado disso tudo acontece logo aqui, no Brasil. Por trinta, quarenta reais, o ávido consumidor adquire sua Livestrong. Abuso? Ou uma tentativa não tão frustrada de elitizar um adereço puramente beneficiente? Minha resposta é: mania brasileira de idolatrismo americano. Isso ainda somado à mania mais brasileira ainda de crítica aos poderes supremos.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó, ó. Até tu, cara? Essa pulseira aí, meu.. ajudando os americano lá. Vai dar valor ao que é nosso po!&lt;br /&gt;- Calmaí. Quer dizer que o câncer daqui é mais nobre que o de lá?&lt;br /&gt;- Ah cara, tu compra pra fazer crescer mais ainda aquela superpotência&lt;br /&gt;- Meu dinheiro vai praonde quero eu, certo? Quero ajudar portadores de câncer mas não tenho muito. Gastando míseros três reais o que eu faço aqui? No máximo pego o ônibus até a portaria da clínica. Deixa de preconceito e vê se apóia a atitude do sujeito, seu revolucionário sem causa.&lt;br /&gt;- Ah vá tomar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------- Linguajar censurado, de acordo com a política da casa ---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que, ao verem em meu pulso a amarelinha, sempre surge a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah essa é aquela que cada cor é uma doença, né?&lt;br /&gt;- É, meu filho, é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIDS, Câncer, Vítimas do tsunami na Indonésia, Racismo. Causas nobres demais pra sofrerem plágio descarado. Aos camelôs, cores diversas dão o toque vivo. &lt;strong&gt;Pulseiras de todas as cores livestrong&lt;/strong&gt;, diz o anúncio. O quê? Diversificação e propaganda enganosa, da pior espécie. Daqui a pouco presenciaremos o casal que se encontra na balada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi gatinha. Gostei da pulseira! É de quê?&lt;br /&gt;- A minha é contra tosse e rinite, e a sua?&lt;br /&gt;- Torcicolo e desconfortos do sono.&lt;br /&gt;- Uhul essa é nova pra mim&lt;br /&gt;- Ah é a moda agora, gatinha.&lt;br /&gt;- Irado!&lt;br /&gt;- Só..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma idéia que deu certo demais, infelizmente não conteve o aproveitamento dos parasitas publicitários. É uma pena, é uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a sua, é de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111549950444085241?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111549950444085241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111549950444085241' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111549950444085241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111549950444085241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/05/sua-de-qu.html' title='A sua é de quê?'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111387233087202891</id><published>2005-04-18T20:38:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T03:46:27.320-03:00</updated><title type='text'>Quarto de poeta</title><content type='html'>Nada mais que uma fresta clareava o simplório fundo de sala. Às paredes, traços disformes davam mórbida vida ao preto e ao branco. Dispondo-se sem ordem e sentido quaisquer, a falta de cores delineava os apertados limites do aposento. A luz era branda, penumbra dominante que transparecia o pó; silhuetas confundiam-se no suave vaivém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indefinidos cortes em mogno suportavam toneladas de peso. Por entre a já sem vida luminária soerguiam-se almas vãs que, silenciosas, contorciam-se a flutuar como num Bolschoi. Abaixo delas, anos de experiência transbordavam angústia. Folhas mortas ainda significativas carregavam dúvidas, súplicas, perguntas sem resposta. Guerras travadas, desmoronamento de sociedades inteiras ali à mesa se punham. Não sem um porquê, o eflúvio de Porto espargia e dava o toque exaurido ao quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roupas amassadas empilhavam-se aos cantos. Sóbrio chapéu, bengala negra e indiferente recostavam em paz. Madeira rangia. A umidade tomava o ambiente como a um pós-chuva de verão; o pouco espaço abafava o cômodo escuro. Por sobre lenços multicolores, estendia-se um poço de conhecimento. Descansava como nunca antes, mente conturbada de memórias e idéias. Dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora responsável por abalos na estrutura sócio-econômica, mas não percebido. Havia deixado à humanidade incríveis relatos, combinações o mais magnânimas possível. Porém sem reconhecimento. Sequer era querido por entes próximos; taxavam-no sem piedade, quanto mais razão. Poucos houveram por bem tomar decisões tão arriscadas. Sucesso efêmero, pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por anos o apertado quarto de poeta servira de recanto da inteligência. Agora padecia junto a seu amo. Oito décadas de história muito bem contada que esvaíam-se sem rastro de plausível sucesso - tão almejado em vida - , momento algum lhe arrependeu. Desde quando, à sua décima primavera, contara a seu diário como havia sido seu primeiro beijo (maçãs do rosto coradas ao confidenciar os mais íntimos e instínsecos pensamentos) até seu último ensaio, sob o título de "Mil coisas que contarei à Ernesto Pádua" - onde previu seu descanso e improvisou um pós-vida organizado e tragicômico -, o mestre procurou enfeitiçar cada palavra de seu legado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por mais que almas tão vãs quanto ingênuas tentem apaziguar ânimos, foi-se o poço de idéias. Foi-se o senhor, o mestre. Foi-se e não se foi sem registrar o que passou por sua mente. Agora, deita em paz e relaxa com calma. Que não só mais oito décadas o esperam. E o papo com Ernesto Pádua parece ir além do esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pessoal.. seilá se há um pessoal que lê por aqui. Enfim voltei. Comecei o textículo há um tempo e acabei agora. Seilá também.. só pra atualizar. Beijos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111387233087202891?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111387233087202891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111387233087202891' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111387233087202891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111387233087202891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/04/quarto-de-poeta.html' title='Quarto de poeta'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111006569364972087</id><published>2005-03-05T19:09:00.000-03:00</published><updated>2005-03-05T20:34:53.653-03:00</updated><title type='text'>E tudo acaba em ... - parte dois</title><content type='html'>De todos os conceitos e existências, a única imutável e totalmente é o tempo, certo? Não, é claro que não. Por mais global que possa parecer, o tempo tem contraditoriedades e falsas premissas. O primeiro e mais simples exemplo são os fusos-horários. Assim como o horário de verão, estas intituições puramente comerciais roubam do tempo sua universalidade e incluem nele a tontura de acordar à mesma hora que se foi dormir, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal abismo criado pelo tempo são as convenções de calendários. O mundo ocidental há tempos largou o calendário gregoriano para adotar o juliano. A divisão é prática e exige apenas uma inclusão de um dia a cada quatro anos. O oriente, no entanto, nunca foi de seguir qualquer convenção que não a sua própria. Os chineses e japoneses estão muitos anos à nossa frente, tendo em vista que, assim como nós, eles baseiam-se em religião para contar seus anos. O problema é ter que conviver com dois calendários, duas línguas; viver em dois mundos. Qualquer homem japonês de negócios é obrigado a literalmente se desdobrar em dois, seu cérebro programado para ter o dobro de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a discussão de globalização poderia ir muito mais longe, mas o ponto aonde quero chegar é simples. De todos os conceitos - tecnológicos ou culturais - já imaginados, qual simboliza mais corretamente a união entre povos, etnias, culturas e países? É simples. Nada representa mais a adoração mundial do que a verdadeira pizza. Sim, a pizza de comer. Sua história em si já é um exemplo da primeira globalização: um navegador italiano aventurou-se por terras à leste. Lá encontrou especiarias e uma receita de farinha, ovo, água e sal. Voltou à terra-mãe e mostrou aos chefs da bella cucina italiana como fazer a tal massa. Inventada especialmente para a princesa Margheritta, o prato levava queijo, tomate e manjericão, e tinha formato chato e redondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levada por franceses até os Estados unidos, a pizza se popularizou ao longo dos séculos e instituiu a criatividade entre os mestres de cozinha. Doces, salgadas, exóticas ou rústicas, os muitos sabores de pizza são motivo de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a receita de massa e cobertura não é igual para o mundo todo. Mas a instituição do conceito 'pizza' é o que une muitas culturas. Tanto novaiorquinos famintos quanto russos no gélido inverno comem a mesma massa com queijo e salame. Tanto franceses quanto ingleses pedem - seja por &lt;em&gt;chicken &lt;/em&gt;ou por &lt;em&gt;poll&lt;/em&gt;e&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;A única palavra que não sofre qualquer distorção idiomática, seja ela gráfica ou de pronúncia. Não é à toa que se diz que tudo acaba em pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o nível de adoração por Oprah, todos comem pizza. Não importa seu nível de conhecimento da língua inglesa, todos adoram calabreza ou muzarela. Não faz a mínima diferença o ano e a hora; de 2005 à 4015, das dez às dez, não há quem não veja graça na simples receita japonesa/italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos todos, portanto, presenciando a globalização da pizza. É pizza pra todo lado. Não que isso seja ruim, é claro. Melhor empizzar tudo de uma vez, que ter de aturar a política econômica de abertura logística e incentivo à globalização corporativa - é tanta expressão que ninguém entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer desmerecer qualquer sistema de governo, qualquer instituiçao de respeito ou coisa que os valha, prefiro pizza à organização social. Embora ninguém concorde comigo, duvido quem não espera a sexta-feira para reunir a família e devorar "duas tamanho família". Enfim a pizza serve de união pra tudo e todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que a minha venha sem alho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Ziesemer Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Na seqüência "E tudo acaba em ..." foram excluídos os casos de deficiência mental, onde os sujeitos eventualmente não gostam de pizza - Situação totalmente hipotética e impossível, afinal quem lê o blog é letrado, e letrado algum tem ignorância pra desgostar de pizza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111006569364972087?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111006569364972087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111006569364972087' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111006569364972087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111006569364972087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/03/e-tudo-acaba-em-parte-dois.html' title='E tudo acaba em ... - parte dois'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-111006034388800645</id><published>2005-03-05T18:37:00.000-03:00</published><updated>2005-03-05T19:05:43.890-03:00</updated><title type='text'>E tudo acaba em ... - parte um</title><content type='html'>Vivemos em tempos de mundanças em crescimento geométrico. Há trinta anos as ciências engatinhavam lentamente para frente; hoje elas são corredoras de cem metros rasos. Isso tudo promove a tão badalada globalização corporativa, certo? A interdisciplinaridade entre todos os conhecimentos, a união dos conceitos milenares com as tecnologias recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na discrepância da relação Imagem/Conteúdo, temos a mídia como sistema controlador e autoritário. A diferença tende a aumentar, isto é fato. Poucos se safam. A maior personalidade da mídia mundial é Oprah Winfrey, negra, mulher, banal. Em seu talk show ela entrevista celebridades em um tom casual, como uma sala de estar doméstica. Sua simpatia e altruísmo fazem com que muitos a amem; criam &lt;em&gt;fanclubes&lt;/em&gt; de adoração. Mas nem pra todos ela é assim. Há quem a odeie, a pragueje - em geral os tradicionais críticos intelectuais, que se vêem na obrigatoriedade de contrapor o que é a vontade das massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo pra pontos bem mais abrangentes, temos o conceito de linguagem. Nunca uma língua foi tão difundida como hoje. No Japão, por exemplo, nove entre dez pessoas têm fluência suficiente para não passar fome em um país de língua inglesa. Na Europa a comunicação - seja ela para fins turísticos ou oficiais - é normalmente feita na língua nativa do país e em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém nem tal supremacia escapa de falhas, pois quem não tem conhecimento algum de inglês sofre com a exclusão. E há, como sempre, os nacionalistas que teimam em não dar o braço a torcer. Há alguns meses o instituto Itamaraty - que forma os diplomatas brasileiros - deixou de considerar o inglês idioma obrigatório para um diplomata; passou a apenas contar pontos extras, assim como o alemão, francês, italiano. Comparar tais línguas com o inglês é atestado de burrice! A desculpa dada foi infame: tais fatores estariam dando preferências à uma minoria elitista e excluindo os menos abastados. Mas não é exatamente isso que difere um diplomata de um simples bacharel em relações internacionais? Eu acho que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------- Continua ---------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-111006034388800645?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/111006034388800645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=111006034388800645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111006034388800645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/111006034388800645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/03/e-tudo-acaba-em-parte-um.html' title='E tudo acaba em ... - parte um'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110929211698254610</id><published>2005-02-24T20:52:00.000-03:00</published><updated>2005-02-24T21:41:56.986-03:00</updated><title type='text'>Divina Aduana - quinta parte</title><content type='html'>Hugo nunca fora um sucesso com as mulheres. Havia conquistado algumas garotas enquanto estudava. &lt;em&gt;Bons tempos de garoto&lt;/em&gt;, pensava ele. E ainda acrescentava que era um &lt;em&gt;Bon Vivant&lt;/em&gt;. Na verdade, não fazia a mínima idéia do que seria um &lt;em&gt;Bon Vivant&lt;/em&gt;. Os poucos livros que seu pai lhe obrigou a ler traziam a expressão em itálico e adjetivavam o protagonista heróico da história. A conclusão lógica é que algo ruim não haveria de ser. Pois bem, era então um&lt;em&gt; Bon Vivant&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora estava ali, em um trem que saíra de uma estação aparentemente no seu pós-vida, endereçada à um lugar longe demais pra caber na preocupação de Hugo. Mais fácil preocupar-se em decifrar cada centímetro de Cecília. Os olhos de jasmin, a pele que lembrava um jambo clareado; levemente maqueada, o suficiente pra exaltar a discrição. Seus trejeitos lhe eram hipnotizantes, prestava atenção como em uma peça de Polansky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, demorou muito pra se acostumar com o lugar? - Cecília havia quebrado o silêncio com uma voz tão suave que Hugo mal se desconcentrou da admiração de seus traços.&lt;br /&gt;- Na verdade eu ainda não tenho certeza de tudo por aqui.&lt;br /&gt;- Parece óbvio, não? As perguntas que sejam feitas, mas a resposta primitiva parece estar chegando.&lt;br /&gt;- Resposta?&lt;br /&gt;- É! A mais importante pergunta: Para aonde vamos, por que estamos aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em um clarão causado por explosão e combustão de magnésio, na mente de Hugo formaram-se idéias antes disconexas. Haveriam mais céus para os incrédulos no cristianismo? Estariam indo para o céu os que realmente acreditavam, ou todos aqueles que passaram por todo o processo de catolicismo - batismo, comunhão, crisma... - ? Quase nada fazia sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à perdição nas mais longínquas linhas de pensamento Hugo não ouvia o chamado de Cecília. Sua educação a fazia tomar cuidado para não exagerar na altura da voz, assim como na firmeza do toque. Com mais algumas tentativas, Hugo parecia acordado de seu sétimo sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, oi?&lt;br /&gt;- Olha! - e apontava para a única e grande janela que iluminava a cabine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De sopetão, Hugo fez menção de se levantar. Talvez por falta de força, talvez por puro susto, ele não o fez. O que ele via através do vidro da cabine parecia o levar de volta para seu melhor sonho bom, de volta a Salvador. Descendo as ruas ainda sem asfalto, ele era acompanhado por três amigos que, com os chinelos às mãos, gritavam em cumprimento às senhoras que nas janelas se debruçavam à fim de se inteirar das últimas fofocas. A corrida tradicional passava pelos becos e chegava quase à praia. Foram os melhores momentos da sua vida. Mas nada, nada que havia visto ou vivido se comparava ao que se estendia à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma imensidão de verde se estendia por todos os lados do trem. Uma fina chuva dava à toda a mata um tom de serenidade. Pelo chão havia flores das mais coloridas; Hugo quase sentia seu aroma. Em toda sua infância, Hugo imaginou como seria estar no meio da Amazônia. Agora ele presenciava algo que, pensou ele, é muito melhor que qualquer floresta no mundo! (Estariam eles fora do mundo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenta e capiciosamente ele examinava as minúcias da paisagem mais bela que havia visto. A mata foi se abrindo e gradualmente as folhas foram desaparecendo. À medida que o trem andava a floresta parecia estar chegando ao seu fim. E o verde subitamente dava lugar aos tons de amarelo. Um amarelo mais brilhante que o que se via normalmente. Era dourado! Hugo estava entrando em uma fortaleza feita inteiramente de ouro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus do céu - deixou escapar enquanto observava os quilates à sua frente.&lt;br /&gt;- É lindo mesmo. E parece que cada um tem uma história mais interessante. - Cecília também entrara na conversa.&lt;br /&gt;- Cada um?&lt;br /&gt;- É. Cada lindo pássaro destes. Os azuis são meus preferidos, sempre foram. E justo eles estão em mais abundância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo não entendia nada. Chegou mais uma vez e confirmou o ouro que lhe rodeava. Não enxergava pássaros ou coisa que os valha! Tudo o que via era o frio e duro ouro. Mas para ele era melhor que qualquer bando de aves, por mais cintilante que pudessem parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, a mesma mulher que havia lhes trazido a comida entrou na cabine para recolher os pratos vazios. Ao ver o impasse entre o casal que se olhava com desconserto, tratou logo de explicar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus senhores, vejo que não entendem o que se passa. Pois bem, estamos à poucos metros da alfândega celeste. O chamado Guichê lhes deu carteirinhas de acesso para o Portal. O Portal é sua passagem para dentro. O que vocês estão vendo é o paraíso. Para cada um, ele assume a forma mais impressionante. Muitas vezes mais de uma forma, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um singelo "Ah" foi exclamado por ambos Hugo e Cecília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que a senhora vê? - Cecília tinha a arrogância de sua família e não poupava perguntas.&lt;br /&gt;- Eu? Ah, minha senhora, eu há tempos vejo o que realmente há nestes portais. Sem fantasias e agrados, apenas o que está ali na realidade. Um dia todos vocês entenderão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento o trem de súbito parou. Cecília puxou Hugo pelo braço e o levou até a porta do trem, aonde puderam confirmar o conflito de visões. Cada um via o que mais lhe pareceria o paraíso. Riram das místicas peças que aquele lugar lhes estava pregando. À sua frente, porém, viam a mesma coisa. Imensas grades de ferro lentamente se abriam, e ao fundo via-se o simples letreiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alfândega Celeste.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poucas cores e sem enfeites. A população que saía do trem dirigia-se frenéticamente ao que parecia ser o Portal. O que mais haveria separando-os do verdadeiro paraíso? Pela primeira vez desde que havia se formado na faculdade, Hugo ponderou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha vida está apenas começando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------- Um dia, continua. Um dia... ----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, deu de Hugo, deu de céu. Quase não tenho tempo pra postar aqui. Depois de começar com essa história me vi preso nela de uma tal maneira que há tempos perdi o tesão. É claro que tem muito mais pra ser escrito. Já tenho outros capítulos em mente. Mas por enquanto, fiquem com as primeiras 5 partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Ziesemer Schmitz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110929211698254610?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110929211698254610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110929211698254610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110929211698254610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110929211698254610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/02/divina-aduana-quinta-parte.html' title='Divina Aduana - quinta parte'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110753483899894617</id><published>2005-02-04T14:33:00.000-02:00</published><updated>2005-02-04T16:58:38.920-02:00</updated><title type='text'>Divina Aduana - Parte 4</title><content type='html'>O dia havia apenas começado e Hugo já tinha motivos pra sorrir. Sua vizinha de cima, a dona Amélia, havia se mudado e, conseqüentemente, levado suas reclamações consigo. Feliz por acordar e poder cantar no chuveiro sem ouvir protestos, Hugo previu um dia bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vista de seu apartamento em um subúrbio soteropolitano não era das melhores. Casas tradicionais estendiam-se à sua frente, como um corredor que o levava de volta ao século XVII. Seu carro - um Monza '84 cor de chumbo a álcool - não o ajudava muito, principalmente em manhãs frias como aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje nada me tira o bom humor - pensava enquanto puxava insistentemente o afogador do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos e algumas desafogadas depois, o carro finalmente partiu e sua jornada para o trabalho se iniciava.&lt;br /&gt;Hugo não morava tão longe do trabalho. Mas precisava do carro, pois o caminho era sinuoso e intransitável à pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantendo os oitenta por hora, Hugo tinha firmeza no volante. Foi quando um vulto inesperado passou muito mais rápido que ele, pela esquerda. Um esportivo preto, marca japonesa. Sem prestar muita atenção - nunca fora aficcionado por carros -, mal viu o outro esportivo, que desta vez passava-lhe pelo acostamento. Um pega, só pode ser.. pensou enquanto endireitava o carro na pista central. Foi quando não pôde evitar; um terceiro esportivo tocou sua traseira, fazendo-o derrapar e entrar pela contramão. Neste exato momento, um caminhão de carga se aproximava e não conseguiu frear a tempo. Tudo ficou escuro, o tempo parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele acordou com um sopro gentil em seu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Hugo? Hm.. Alô?&lt;br /&gt;- Ah ahm? Quê? Ah sim, sim.&lt;br /&gt;- O serviço de bordo está pra começar. Achei melhor acordar-lhe&lt;br /&gt;- Ah, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília o havia despertado. Seu perfume, Hugo sentia agora, era adocicado e misterioso. Fazia-o sentir vontade de perder-se em seu pescoço, à fim de descobrir que aroma era aquele.&lt;br /&gt;Uma voz ecoou pela cabine onde os dois se sentavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhores, algo pra comer ou beber?&lt;br /&gt;- Sim, por favor. O que teríamos?&lt;br /&gt;- Qualquer coisa, senhora. Algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo antecipou-se e decidiu brincar com a comissária, que parecia tão prestativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gostaria de um frango ao molho de manga, por favor.&lt;br /&gt;- Sim senhor, algo pra beber?&lt;br /&gt;- Carveaux mon belle, ano 1925 por favor&lt;br /&gt;- Meu senhor, desculpe-me mas os Carveaux mon belle não foram fabricados durante as décadas de 20, 30 e 40, devido à Guerra e problemas territorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo sentiu-se inferior, sem demonstrar. Queria tanto saber se a moça falava a verdade! Tinha em casa o livro "Vinhos de todos os tempos", onde encontraria respostas pra tudo no mundo dos enólogos, somelières, e toda aquela baboseira. Infelizmente o livro passara seis anos fechado em sua mesa de centro. Por o livro logo ali indicava a sapiência sobre o assunto, pensava Hugo. Sem perder a falsa altivez, desencaminhou e tomou um rumo sem riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo. Dê-me uma coca então.&lt;br /&gt;- Ok. E para a senhora?&lt;br /&gt;- Uma Ceasar's Salad e uma água com gás.&lt;br /&gt;- Muito bem, aqui está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espanto pareceu ser mais interessante que a aparência do que saía do pequeno carrinho empurrado pela comissária de bordo. Uma bandeija razoavelmente grande, com um frango dourado pelo molho de manga, saía de dentro do carrinho. Pelo outro lado, um prato colorido de salada aparecia sem cerimônia. As bebidas foram derramadas nos copos, da mesma jarra. Estavam, como concluíram depois, finalmente no paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------- Continua... -------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, eu sei que estou me demorando pra atualizar estas partes. Mas escrevo na hora de postar, em poucos minutos. Então espero inspirar-me, ok? Vou lhes avisando que a história não terá seu fim aqui. Vou deixá-la aberta, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110753483899894617?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110753483899894617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110753483899894617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110753483899894617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110753483899894617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/02/divina-aduana-parte-4_04.html' title='Divina Aduana - Parte 4'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110618923866742298</id><published>2005-01-19T17:58:00.000-02:00</published><updated>2005-01-20T00:47:18.666-02:00</updated><title type='text'>Divina Aduana - Parte 3</title><content type='html'>Hugo mau sabia se podia acreditar no lugar aonde estava. O branco, o papo de Igreja, a morte. O céu estaria um pouco não-romanceado, se fosse verdade. Mas estariam eles todos realmente no céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hugo Menezes Castro Filho, 48 anos, brasileiro.&lt;br /&gt;- Sim, sim - a mesma ladainha, pensava.&lt;br /&gt;- Sua identificação terrena e sua ficha preenchida, por favor?&lt;br /&gt;- Aí está.&lt;br /&gt;- Hm, ok. De acordo com os registros, está tudo certo. Pegue este cartão e siga para o corredor dezoito. De lá, será orientado aos próximos passos.&lt;br /&gt;- Certo, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurando um cartão de plástico azul claro, Hugo tentava não imaginar o que viria pela frente. No cartão havia apenas linhas fracas, mas nada inscrito além de um pequeno sinal no canto inferior direito. Pareciam pequenas asas,  mas nada concreto.&lt;br /&gt;Encontrando o corredor dezoito, se dirigiu devagar e cuidadoso. Cada passo parecia levá-lo cada vez menos longe. Chegando ao guichê de entrada, encontrou uma pequena máquina com uma tela de cristal líquido e um encaixe do tamanho exato de seu cartão.&lt;br /&gt;Fazendo o óbvio, colocou o cartão no encaixe e o apertou levemente. A luz azulada da máquina atravessou o cartão e o iluminou, de maneira que Hugo pôde ver letras se formando no cartão. Cada vez mais nítido, até que completamente visível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hugo, IC: 349 9439 2005 - 01&lt;br /&gt; Corredor: 18"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria IC? Não entendendo muita coisa, Hugo viu sua passagem livre e seu cartão empurrado levemente pra fora da máquina, que emitia um barulho agudo e fanho. Pegando a identificação azul ele foi em frente com o receio de um cego em um lugar desconhecido.&lt;br /&gt;Ao passar do guichê, se viu no que parecia ser uma estação de trem comum, porém branca. Ao se aproximar do vão, viu que não havia trilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, que trem eu pego?&lt;br /&gt;- Deixe-me ver, aqui. Hm, sim sim. O senhor deve ir ao trem azul, no fim da estação à esquerda.&lt;br /&gt;- Ah, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortesia no céu era o que não faltava, é claro. Até porque este era um dos requisitos pra se chegar ali em cima. Teriam os trabalhadores celestiais vivido uma vida comum como a sua? Se sim, como teriam alcançado um posto com os anjos? Mais dúvidas que idéias ocupavam-lhe a cabeça.&lt;br /&gt;Chegando ao fim da estação, viu à sua esquerda um único trem, cor de chumbo. Incrivelmente, ele não tocava o chão. Parecia sobrevoar graciosamente, mesmo com sua aparência corpulenta e pesada. Entrando, encontrou vários quartos numerados e pouco movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moço, estou meio perdido...&lt;br /&gt;- Ah, normal. Deixe-me ver seu cartão.. Ah sim. Quarto número 94; fica à direita, por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas informações pareciam estar todas no pequeno cartãozinho que lhe foi dado minutos antes. O tal "IC" lhe servira mais que seu CPF em cinco minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu quarto era o que ele imaginava. Em tons de branco e cores claras, era pouco decorado, porém com aparência fina. Tinha poltronas às bordas, como um quarto de trem normal. Uma mesa de centro suportava um vaso de rosas brancas e um pote pequeno com amendoins ainda com casca. Nas paredes, dois quadros que lhe pareceram bonitos, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hm, Rembrandts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava fazer comentários sobre arte em voz alta. Se sentia um pouco mais culto, embora não soubesse nada sobre coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe-me a discordância, mas não posso deixar o senhor pensar que isto são Rembrandts - a voz veio de trás. Parecia aveludada, porém firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virando-se de costas, Hugo avistou uma mulher nos seus quase quarenta anos. Tinha os cabelos castanho escuros, ondulados e brilhosos. Os olhos eram verdes, quase cor de mel. Chamou-lhe a atenção a boca bem desenhada, com batom marrom-esverdeado; dava-lhe um toque sutil de beleza serena, sóbria. Tinha um quê de francesa, mas parecia familiar a ponto de ser brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, hm... Não entendo muito sobre estas coisas, sabe..&lt;br /&gt;- Não há problema algum. São obras de Antoine Gaber, impressionista contemporâneo. É comum a confusão de suas obras com as de Renoir, da metade do século XIX. Mas temo-lhe informar, não há semelhança com qualquer obra de Rembrandt. Ele fazia mais auto-retrato, sabe..&lt;br /&gt;- Sim sim, obrigado pela aula, madame. A senhora seria?&lt;br /&gt;- Senhorita, por favor. Cecília Cavalcanti de Bragança.&lt;br /&gt;- Seria Bragança da família real?&lt;br /&gt;- Sim, seria - o orgulho que acompanhava o nome nunca lhe fora tirado - a família real sim senhor. E o senhor seria?&lt;br /&gt;- Hugo. Só Hugo está bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os momentos de constrangimento foram seguidos da descoberta de que seriam companheiros de quarto no trem. Felizmente, logo a conversa fluiu sobre os diversos assuntos que passaram por arte e cinema e invariavelmente chegaram à dada situação de todos ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O trem parte em cinco minutos, pessoal - o aviso foi dado por uma espécie de alto-falante, porém não se via daonde o som vinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes se apagaram por três segundos e quando reacenderam, um show parecia ter começado. O trem, via-se até de dentro, tinha adquirido uma luz azul ofuscante e reluzente. Parecia estar sendo iluminado por vários holofotes gigantes. A estrutura toda subiu uns dez centímetros e vagarosamente iniciou o movimento. Ao quebrar a inércia inicial, a velocidade foi aumentando de maneira suave e agradável. Da janela via-se a estação se distanciando e uma floresta escura ao longe se aproximando. As nuvens declaravam chuva. Se eles estavam no céu, como haveria outro mundo inteiro ali? Seia o céu outra "Terra" igual? Haveria céu no céu? O trem apenas aumentava sua velocidade, sem ruídos ou turbulências quaisquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------... Continua ... ------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110618923866742298?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110618923866742298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110618923866742298' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110618923866742298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110618923866742298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/01/divina-aduana-parte-3.html' title='Divina Aduana - Parte 3'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110486753922073549</id><published>2005-01-04T16:45:00.000-02:00</published><updated>2005-01-04T17:38:59.220-02:00</updated><title type='text'>Divina Aduana - segunda parte</title><content type='html'>- Meu senhor, temos o prazer de lhe anunciar que o senhor tem uma ficha quase limpa.&lt;br /&gt;- Ah, obrigado minha cara. Sirvo ao próximo e abracei ao sacerdócio quando criança.&lt;br /&gt;- Muitos poderiam aprender com isto. Obrigado. Próximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda fitando o infinito, sentiu um empurrão por trás. Era a sua vez. Era a hora de descobrir o que era tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor Hugo Menezes Castro Filho, 48 anos, brasileiro.&lt;br /&gt;- Sim, sou eu.&lt;br /&gt;- Sua identificação terrena e sua ficha preenchida, por favor?&lt;br /&gt;- Carteira de identidade? Tenho aqui. Não ganhei ficha, moça. Tinha que ter uma ficha?&lt;br /&gt;- Certo, certo. Mais um desavisado. Senhor, o pós-vida o espera, ande logo e pegue uma ficha com estes homens ali - e apontava para a esquerda de Hugo.&lt;br /&gt;- Ahm, certo, certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnorteado com a expressão pós-vida, ele titumbeou até o fim da sala. Pegou uma ficha e uma caneta, e procurou em vão algum banco ou cadeira. A sala era completamene branca e vazia! Apoiando a folha na parede, começou a preencher os dados. Nome, idade, RG e CPF. Filiação, local de nascença. Sexo, endereço, email, motivo de morte. Motivo de morte?!? Ao reler pela terceira vez e certificar-se que estava mesmo lendo aquilo, foi de encontro a um homem baixinho de jaleco branco, com cara de responsável pelas fichas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, eu morri?&lt;br /&gt;- Hehehe - a risada era desconfortante - lá vamos nós de novo.&lt;br /&gt;- Você sabe, senhor, a vida não dura pra sempre. Por motivos quaisquer, um dia ela acaba, sabe. E quando ela acaba, o armazenamento do espírito de cada um é responsabilidade da nossa empresa. Com certeza o senhor se lembra o motivo de sua passagem, certo? Sofria de alguma patologia letal? Tinha hábitos radicais? Pense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo só se lembrava de estar em seu carro, em uma rodovia quase vazia. Um vulto enorme e escuro se aproximava. Sim! Um caminhão! Agora ele lembrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi um acidente de carro! Me lembro nitidamente.&lt;br /&gt;- Muito bem. Então preencha rápido que o trem logo parte, senhor.&lt;br /&gt;- Mas trem praonde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tarde. O senhor havia sido chamado por outro baixinho de jaleco, que controlava as catracas que davam acesso ao trem. Seriam eles todos levados pro céu? Estaríam já no céu? Melhor preencher a ficha antes de divagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de volta à fila, parecia mais calmo. Ouvia as conversas mais nitidamente, distinguia os sons. Um tumulto se formou dois guichês à sua direita, e se esticando ele pôde ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, desculpe lhe informar, mas... não toque em mim!&lt;br /&gt;- Moça tu não sabe, eu tenho que entrar de qualquer jeito!&lt;br /&gt;- Por favor, acompanhe os senhores à sua direita.&lt;br /&gt;- O que? Não! Eles me levam direto pra fora! Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois brutamontes com cara de seminaristas o seguraram pelos braços. Aos gritos, tentava inutilmente revidar. Atravessaram sem piedade uma porta ao lado da Sala Intermediária. Àcima dela, os dizeres: Subsolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, esse aí vai pecisar de protetor solar. Lá embaixo deve ser quente, cara.&lt;br /&gt;- Quê? Lá embaixo seria.. não pode ser!&lt;br /&gt;- Próximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................... Continua ................&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110486753922073549?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110486753922073549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110486753922073549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110486753922073549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110486753922073549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/01/divina-aduana-segunda-parte.html' title='Divina Aduana - segunda parte'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110486673525965537</id><published>2005-01-04T16:43:00.000-02:00</published><updated>2005-01-04T17:25:35.260-02:00</updated><title type='text'>Divina Aduana - primeira parte</title><content type='html'>Por muitos séculos e cada vez mais,  a discussão sobre a ciência e a religião se confrontando é constante. Os argumentos quase nunca mudam, e os cegos e levianos partidários são levados por correntes que nem eles sabem quais são. Neste emaranhado de teorias, uma coisa é certa: não temos como saber quem está certo ou não. Talvez muitos crédulos tenham se decepcionado, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo abriu os olhos e tentou mantê-los abertos, mas a claridade não o deixava. Ele não se lembrava se estava dormindo, o que tinha acontecido. Aos poucos foi se acostumando com o ambiente claro, e sentou-se. Viu que estava em um chão branco, em uma sala pequena e vazia. Paredes e teto brancos, uma luz que vinha não sabe-se de onde, também branca. Uma única e enorme porta logo à sua frente (surpresa: branca!) parecia pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou de pé e sentiu-se tonto, perdido. A velha labirintite nunca o abandonava. Nem teve tempo de se familiarizar com o quarto, a porta abriu-se e o que parecia impossível aconteceu: uma luz ainda mais clara veio de fora, ofuscando qualquer imagem. Hugo se aproximou da porta e quando a ultrapassou, se viu em uma sala grande, com pé direito até perder de vista. Vários guichês de vime branco com várias secretárias enchiam o lugar.  As filas eram organizadas e o silêncio era incrível, dado o número de gente no enorme pavimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda perdido, observou os cartazes e &lt;em&gt;banners&lt;/em&gt; logo àcima de sua cabeça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRÁVIDAS E CRIANÇAS DESACOMPANHADAS - Estava escrito nos primeiros três guichês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADULTOS - Era acompanhado de flechas para todos os outros, onde as filas eram bem maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corretor de seguros há trinta anos, Hugo não sabia o que era estar perdido. Sua vida não corria riscos, não tinha nada de emocionante há décadas. Já havia se acostumado com a rotina e a vida pacata no subúrbio Soteropolitano onde vivia. Era quente, sim, mas as mulatas e os turistas em busca de nova moradia o ajudavam a manter o bom-humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licensa, senhor. O senhor está em uma passagem de regulares.&lt;br /&gt;- O quê? - Agora mesmo ele não entendia.&lt;br /&gt;- Uma passagem de regulares. O senhor já foi entrevistado e fichado?&lt;br /&gt;- Ahm? Quê? Não, não, ainda não.&lt;br /&gt;- O trem parte em vinte minutos, se apresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando fazer o óbvio, se dirigiu para a menor fila e esperou. À medida que ia se aproximando, tentou descobrir o que haveria de responder, sobre o que seria a tal entrevista. Esticou a ponta dos pés, mas só viu a secretária por trás do guichê com os óculos tortos e cabelos cacheados. O som da conversa foi aumentando, e Hugo pôde enfim ouvir algum rumor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o senhor afirma ter ido à missa nos citados dias?&lt;br /&gt;- Sim sim, tenho certeza.&lt;br /&gt;- Bom, o calendário garante que não. Melhor não tentar burlar o sistema, senhor; ele é à prova de falhas.&lt;br /&gt;- Ok, madame. Mas eu lhe garanto que fui à Igreja nestes dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se passava não era compreensível, mas a ligação com religião era irrefutável. O que teria este ambiente todo a ver com isso? Hugo não era religioso, apesar de ter sido batizado, catequizado e crismado como todo garoto de sua idade crescendo na Bahia. O suor em seu rosto era frio, estava irriquieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, certo. Mas estas folhas não mentem, senhor. Suas mentiras estão listadas aqui, e não são poucas.&lt;br /&gt;- Quem imaginaria que viríamos aqui? Minhas amigas Onça pintada e Garoupa não podem ajudá-la? - dizia o jovem de terno passado, em uma frustrada tentativa de suborno&lt;br /&gt;- Senhor, peço-lhe que acompanhe aqueles homens ali, por favor. O próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal espertinho foi segurado pelos braços e levado por uma porta pequena e levemente mais escura. Logo àcima da porta, lia-se: Sala Intermediária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo não se aguentava de ansiedade e medo. Uma teimosa imagem não lhe saía da cabeça, piorando a situação. Nela, o que não era incompreensível pelo exagerado movimento era escuro e sombrio. Distinguia apenas o local, uma rua não muito movimentada perto de Salvador. Parecia estar dentro de um carro, cada vez mais clara a imagem. Os rostos eram irreconhecíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.........Continua.................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110486673525965537?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110486673525965537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110486673525965537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110486673525965537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110486673525965537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/01/divina-aduana-primeira-parte.html' title='Divina Aduana - primeira parte'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110470464242737593</id><published>2005-01-02T20:02:00.001-02:00</published><updated>2005-01-02T20:24:02.426-02:00</updated><title type='text'>Começo, meio e... - parte 2</title><content type='html'>Quem gostaria de ser imortal? Quem acharia graça em não ter noção real de tempo, já que o tempo não teria fim? Ou então este tempo sem fim seria a tal noção real de tempo, já que não haveria outra. Certo? Não temos como saber. Teríamos, isto é certo, vários ditados a menos pra contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não perca seu tempo" - Tempo perdido seria um conceito ultrapassado, ao meu ver. O tempo não se perderia, já que não teria pra onde ir. A não ser que as viagens por dimensões se tornassem reais, e isto é papo pra outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje" - Hoje, amanhã, daqui há mil anos... Não interessa! Não existe premissa de fim, se realmente não há um fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais aficcionados: até a religião - sim, ela mesma - tem suas raízes fincadas nos pilares de salvação e paz pós-vida. A Igreja tem seu dinheiro e seus bens graças aos milhares de lugares no céu vendidos nos séculos passados. Há histórias de albergues divinos, inventados pro conforto dos novos cristãos, que cheios de alegria despejavam seus magros salários a fim de evitar as filas do purgatório. Mas isso também é papo pra outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia explica o medo da morte como a consciência do fim das coisas boas da vida. O ser humano, no dado estado de evolução social, pensa sobre as vantagens apenas quando as perde - ou quando se vê encurralado a perdê-las. Caso fôssemos imortais, não haveria a consciência de morte, tampouco o conceito de aproveitar a vida. Teríamos mais tempo pra coçar o saco do que pra realmente fazer qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Carpe Diem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, é o que diz Robin Williams na sociedade dos poetas mortos. Aproveite o máximo do seu tempo. Mas se seu tempo não tem fim, como aproveitá-lo mais ou menos? O próprio tempo seria alargado até o perdermos de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria nossa evolução fisiológica? Talvez seríamos como o Highlander, adultos pra sempre. Talvez fôssemos envelheceno gradualmente, é o mais lógico. Mas logo não haveria mais espaço pra novas rugas no rosto, e o coração não poderia bater mais e mais devagar. De uma maneira ou outra, o fim é algo necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa obrigação vai muito além de nascer, crescer, nos reproduzir e morrer. Até porque a vida seria um pé no saco, se só pudéssemos fazer estas quatro coisas. Mas a cronologia envolve necessariamente um fim na vida de todo mundo. Então, que assim seja e que parem de reclamar. Se for pra discutir, ao menos que saiba o que diz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110470464242737593?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110470464242737593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110470464242737593' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110470464242737593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110470464242737593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2005/01/comeo-meio-e-parte-2.html' title='Começo, meio e... - parte 2'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110291381182148190</id><published>2004-12-13T02:06:00.000-02:00</published><updated>2004-12-13T02:56:51.820-02:00</updated><title type='text'>Começo, meio e... - Parte 1</title><content type='html'>Há de ser vir e convir sobre as vãs divagações do vazio mental. Vãs, é claro. Até porque, úteis fossem, teriam mostrado serviço após cinco mil anos de civilizações pensantes e ativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo vãs por querer desdenhar os sonhos, não. Me refiro às idéias sem cabimento que geram outras idéias sem cabimento. Esses dias, folheando a última Nat Geo - que com essa infame alcunha tenta sem sucesso conquistar um público mais jovem e, conseqüentemente, mais vão - vi o anúncio de um programa sobre as verdades e mentiras na construção dos cemitérios subterrâneos de Paris. Parecia-me interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ligar, porém, me encontrei num dilema que já é lugar-comum aqui em casa: qual o canal do Nat Geo, mesmo? Com as constantes mudanças da operadora e o pouco tempo pra atualizar a cabeça, procurei sem sucesso. Passando do útil ao fútil nos canais de TV, parei em uma discussão com o seguinte tema: ...E se fôssemos imortais? Decidi parar ali mesmo. Meia dúzia de jovens descabeçados discutiam as principais conseqüências aos seus transparentes pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É pq, tipo, eu acho que todos iriam ser muito mais felizes, porque não iriam morrer nunca.&lt;br /&gt;- É, e além disso - tipo - poderíamos estabelecer coisas mais longas, fazer tudo o que sempre quiséssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calmaí, calmaí - denovo, calmaí. Por vários minutos ouvi insanidades e até mentiras sobre o famigerado assunto. Engoli quase tudo à seco, mas decidi subir e sentar no computador, pra deixar meu singelo parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos pensar de maneira lógica.  A imortalidade traria, em primeira instância, uma dúvida simples: Envelheceríamos de maneira imperceptível ou em etapas desproporcionais? Algumas convenções precisariam ser feitas pra estabelecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, os cinco primeiros anos demoram a passar. E o resto?&lt;br /&gt;- Bom, eu acho que a meia-idade merece ser longa.&lt;br /&gt;- Ah você e seus achismos. Dá licensa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a condição de ser-humano imortal não poderia ser instituída, poderia? Ao meu ver, seria algo tão antigo quanto não poderíamos buscar na história. Darwin, por exemplo, nunca teria ido à Galápagos, nem feito sucesso algum. Seriam algumas aulas de biologia a menos, provavelmente. Mas, se por ventura virássemos imortais de uma hora para a outra, enfrentaríamos certas desavenças. A principal delas é a estagnação da mídia e seus representantes. Por exemplo: se tal condição fosse implementada em 1989, estaríamos todos dançando lambada até hoje. Rick Martin seria do Menudo e eles provavelmente não teriam mudado seus conceitos. Kurt Cobain estaria barrigudo e velho, inativo há tempos. Sua música não teria influenciado a juventude, que hoje seria mais como os Beatles na primeira fase da carreira, de blaser bem passado e cabelo de tigela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nos importúnios que a falta de rodízio na fama pode trazer, quem aguentaria tantos anos vestido com as calças no estilo MC Hammer? As combinações de verde com vermelho com amarelo com branco - com tudo mais -, as formas geométricas mal utilizadas. Tudo pontudo, tudo virando prateado, mas ainda colorido demais. E ao som de C&amp;C MusicFactory, ainda por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora algo mais sério. Quanto tempo levaria pra uma criação de consciência correta sobre o controle de natalidade? A camisinha seria levada à sério em fim. Muitos teriam que deliberadamente deixar de viver para outros respirarem. Cada nascimento no Japão faria um japinha cair na água, tamanha a lotação. Gêmeos o arremessariam longe, pelo visto. Bangladesh, à estas alturas, já estaria afundada. Se ao menos tivéssemos sistemas de troca de corpo, ou qualquer coisa do tipo. Mas justo uma década antes da virada do milênio? Estava tudo tão direitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dependendo da data, poderíamos ter presenciado uma revoluçãozinha teutônica e uma revogação no fim da separação das Alemanhas. A URSS estaria de pé e vermelha, mesmo que sobre muletas. Gorbatchov, é claro, estaria lá. E ainda reclamaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse negócio de imortal é invenção dos primeiro-mundistas! O consumo aumenta e os lucros também, seus porcos capitalistas! - diria, bem ao estilo Frei Beto de reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;............................Continua...........................................&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110291381182148190?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110291381182148190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110291381182148190' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110291381182148190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110291381182148190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/12/comeo-meio-e-parte-1.html' title='Começo, meio e... - Parte 1'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110201822493235901</id><published>2004-12-02T18:10:00.000-02:00</published><updated>2004-12-02T18:10:24.933-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/188/2521/640/leo_new.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #666666; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/188/2521/400/leo_new.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aí uma foto minha... pros comments que dizem que isso é um porão de textos gigantescos (aprendam a ler), um post bem no estilo "flog" de ser.&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110201822493235901?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110201822493235901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110201822493235901' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110201822493235901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110201822493235901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/12/uma-foto-minha.html' title=''/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110161745931369083</id><published>2004-11-28T01:58:00.000-02:00</published><updated>2004-11-28T02:50:59.313-02:00</updated><title type='text'>Baralho Batuta</title><content type='html'>- Bati.&lt;br /&gt;- Bateu nada! Avisa e depois fala que é blefe, Nonato. Sabe que odeio isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nonato tinha costume de achar graça nessas coisinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, dessa vez eu bati, docinho.&lt;br /&gt;- Odeio quando me chamas de docinho.&lt;br /&gt;- É você quem pediu!&lt;br /&gt;- Tá mas de agora em diante odeio.&lt;br /&gt;- Mas, Martinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marta tinha costume de perder a razão nas discussões.&lt;br /&gt;Após comprovarem que o Nonato realmente tinha batido, Marta fechou a cara mas continuou o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não parem por ele, vamos ver quem é o segundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canastra com coca era o sábado da família. Nonato e Marta, seu irmão Juca e a namorada Tina, e a irmã asmática Lúcia que morava com eles. Não queriam festa, nem nada. O bom era a canastra com coca. Certas vezes tentaram ser sociáveis e ir à jantares e encontros. Mas infelizmente acabavam com o litrão de coca na mão, perguntando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê o baralho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tina tinha jogo pra bater, mas sabia que a Marta ficava louca quando não era nem segunda, então segurou. E o pior é que a Marta era muito ruim. E ainda acabava logo com a coca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, amor. Eu já tenho bom jogo, joga logo!&lt;br /&gt;- Acalma aí, bêibe. Acho que vou pôr um Caetano no Estéreo&lt;br /&gt;- Não põe nada e joga logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marta ignorou o novo Estéreo que o Juca fazia questão de mostrar. Ele tinha bandeija pra três CDs! O Juca chamou os amigos prum churrasco e expos o Estéreo na sala, todo orgulhoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabem, ele tem bandeija pra três CDs&lt;br /&gt;- Mas como eles ficam trocando?&lt;br /&gt;- Ah, é sistema americano. Um tal de tchêngin sístem.&lt;br /&gt;- Poxa, batuta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca tinha poucos amigos. E os poucos que tinham ainda usavam expressões como "batuta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João Carlos Alende... jogas ou não?&lt;br /&gt;- Calma mana, tenho que pensar bem.&lt;br /&gt;- Canastra é jogo jogado, não jogo falado!&lt;br /&gt;- Fica calma mana! Um bom jogador pensa antes de se arrepender&lt;br /&gt;- Pára de lero e joga essa joça de uma vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era difícil uma canastra não acabar em briga. Isso significava que todo domingo à noite um casal fazia um bolo e mandava pro outro, com os dizeres: "Baralho não separa amizades". Foi algo que eles viram num anúncio de viciados em jogo, mas servia pra apaziguar as brigas que normalmente eram culpa da Marta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema dessa vez era que Marta tinha dois valetes de paus e um quatro de ouros, e o resto do jogo baixado. Se sentia até mal quando não vinham cartas ou ela deixava passar a oportunidade. Achava tão injusto seu azar nas cartas! Se ao menos os outros soubessem que ela era a melhor, só não tinha sorte nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à confusões existênciais da Marta, o Nonato apareceu da cozinha com mais uma garrafa de coca. Esta, dizia ele, era pra quem fosse acabando o jogo. Achava graça nessas coisinhas e, quando via que o resto da mesa não achava nenhuma graça, mantinha-se firme e não deixava ninguém encostar em sua coca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lúcia, que por sua asma mal falava, baixara o jogo. Os olhares inconformados de Marta a perfuraram e ela quase teve vontade de pegar as cartas pra continuar o jogo. Tinha se arrependido de ter batido. Tadinha, mal falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tina jogava rápido e mal tinha progresso. Nem olhava direito pras cartas, não via o que passava.&lt;br /&gt;Depois dela, um espaço vazio na mesa. Cadê o Juca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tira a mão dessa droga desse Estéreo!&lt;br /&gt;- Ô, mana. Ele precisa ser lustrado todo dia.&lt;br /&gt;- Mas não na hora da canastra! Tá com medo de perder?&lt;br /&gt;- Mana, você não ganha há quase dois meses.&lt;br /&gt;- Tá me desafiando, é isso?&lt;br /&gt;- Docinho, já deu, já deu.&lt;br /&gt;- Deu de docinho! E que história de já deu? O que deu? hein?&lt;br /&gt;- Calma, eu não briguei&lt;br /&gt;- Quem tá brigando aqui, quem? Não posso nem jogar em paz que vocês me enchem o saco! Poxa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa normalmente acabava no Poxa Vida de Marta. Era o Poxa Vida que terminava a canastra. Quando sobrava coca, quem pegasse primeiro levava pra casa - desta vez foram os anfitriões. Quando tinha algo bom na Tevê, o Juca ligava o Estéreo mais alto, com medo de perder o crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abaixa, Ju&lt;br /&gt;- Ai amor... Tá, tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca além de tudo era pau-mandado. Pior do que gostar mais do Estéreo que da própria mulher, pior que ter amigos que falavam "batuta", pior que tudo era ser pau-mandado. Os amigos diziam que ele tirava a gravata quando chegava em casa pra ficar menos elegante que a mulher. Diziam que se ele não respondesse "Sim, senhora" ele dormia no sofá. Mas eram uns fofoqueiros, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos ali vendo Chacrinha, a Lúcia sentiu falta de alguém. Olhou ao redor e viu abraçados no sofá o Juca e a Tina. Ela meio entediada com a bobageira na Tevê, ele de olho no Estéreo, enciumado. Seguindo, viu o Nonato sozinho, curtindo as piadas que ele tanto adorava - as tais coisinhas em que ele via graça - compenetrado como nunca. Mas, e a Marta? Foi só o tempo de avistá-la à mesa; sem ter tempo de abrir a boca, ouviu a sala encher-se com o grito fino e firme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Epa! Você não bateu coisa nenhuma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marta foi arrastada porta afora pelo Nonato. No domingo, o Juca chegou em casa segurando o bolo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu, amor? Eles são fofos e é só briga de momento.&lt;br /&gt;- Cala a boca, cala.&lt;br /&gt;- Sim, senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Ziesemer Schmitz&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110161745931369083?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110161745931369083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110161745931369083' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110161745931369083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110161745931369083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/11/baralho-batuta.html' title='Baralho Batuta'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-110064872177111176</id><published>2004-11-16T20:11:00.000-02:00</published><updated>2004-11-16T21:45:21.770-02:00</updated><title type='text'>Cabelo brilhoso, santo baixado.</title><content type='html'>O Murilo era dos ocupados. No time de futebol era cabeça-de-área, pra aproveitar a viagem e levantar os já barrigudos amigos. Quem pegava a bola em sua direção já programava o sábado e o domingo pra descansar a perna torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó o Murilão, Higor!&lt;br /&gt;- Vai, pega essa droga dessa bola vai Murilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha na gaveta o contrato vitalício que fizera anos antes com a Maracujina. Era seu melhor cliente, veja só. Era o único possuidor brasileiro do Psycard, que lhe dava direito à consultas em psicanalistas em todo o território do ABC paulista e agregados. Há quem diga que já fora um rapaz bem humorado, há quem diga que é lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa destas sextas-feiras agitadas, depois do futebol, que Murilo chegou em casa com as chuteiras à mão, sem camisa e de cabelos despenteados. Sua mulher Neuzinha já havia preparado o jantar, e cumprimentou-o no subir das escadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi querido. Jogo bom?&lt;br /&gt;- Não queria pizza pro jantar.&lt;br /&gt;- Mas querido..&lt;br /&gt;- NÃO queria pizza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neuza achou melhor não interromplê-lo. Sempre achava. Da última vez que decidiu manter uma discussão ela acabou perdendo Hamlet, o gato da família . O Murilão era assim: não calou, eu te calo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no banho, praguejou a água fria, o sabonete no chão, praguejou o cachorro que entrava ali pra acompanhar o motivo de tanto barulho. Deslizava - ou melhor, afundava - o sabonete com força contra a pele, ensaboava-se com a vontade de um ecoturista voltando da Bolívia.&lt;br /&gt;Pôs o xampu 3 em 1 e não conseguiu espuma. Bravejou e investiu pela segunda vez, agora com sucesso. Tinha a expressão facial de Hernandez, o guia ecoturístico boliviano, após a terceira jornada do fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao virar o frasco de xampu que cruzou o olhar à frase: Deixar nos cabelos por no mínimo 5 minutos. Quem tem 5 minutos pra um condicionador? Não tinha tanto tempo nem pra sua mulher, que diria para o pobre Head &amp; Shoulders! Mas em respeito aos amigos que lhe diziam pra relaxar mais, decidiu esperar os ditos 5 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro encostou-se na parede e esperou. Passados 6 segundos, olhou no relógio - nem pro banho ele o tirava - e constatou que ainda faltava muito. Mas muito mesmo. Há anos não tinha cinco minutos livres - e logo cinco minutos tão monótonos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente veio-lhe um vulto, um jato de consciência como há muito não lhe ocorria: Por que diabos havia dois xampus diferentes em sua prateleira? Por que sua escova de dentes tinha o George Foreman na embalagem? Logo, vaneou os pensamentos pra fora do banheiro. A TV estava ligada, sem expectadores. Por quê? Ele não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os Simpsons nunca envelheciam? Michael Jackson realmente teve Vitiligo? Qual é, meu deus do céu, a diferença entre TDMA e CDMA e qual delas é mais prática? O.J. realmente era inocente? Al Pacino e Robert DeNiro são a mesma pessoa? O bombardeio de dúvidas lhe veio como nunca antes havia. Eram tantas coisas além do seu cubículo na repartição, tanto assunto não resolvido; e tão pouco tempo pra resolvê-los!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Zezinho, Huguinho e Luizinho são do Pato Donald e por que ele não se casa de uma vez com a Margarida? Michael Dell realmente inventou a tecla homônima? Que forças maiores fizeram Jânio renunciar? Se seleção havia mesmo perdido o encanto na final contra a França? E quem, pelo amor de deus QUEM era o responsável pelas contratações da EMI Records e quando ouviu Marlon &amp;amp; Maicon nem hesitou ao dizer: "Isso vai ser um sucesso!" ?? Pra tudo isso não havia resposta, Murilo concordou consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas inexistências no próprio ser, chegou a dizer em um momento mais dramático. São cinco minutos que podem mudar a vida de um cidadão, diz o já amolecido Murilão. Ao olhar no relógio, porém, viu que haviam se passado apenas três. Em honra à sua enxurrada de novo ser vindo à toda, manteve-se firme. Por uns 15 segundos. Aí desligou o chuveiro e saiu, sem peso na consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu as escadas quase que saltitando, tão despreocupado que estava com a vida. Encontrou o filho o esperando, pizza à mesa e sorrisos aos respectivos rostos. Desceu ávido e dirigiu-se à lavanderia. Pôs suas roupas na máquina e ia saindo da cozinha quando a mulher o interrompeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querido, pensei que tinha melhorado, pelo que vi do seu jeito.&lt;br /&gt;- Estou como nunca estive, Neuza Maria. Acho que vejo cor aonde não via antes.&lt;br /&gt;- Que poético, amor. Agora senta e conta como foi essa viagem repentina.&lt;br /&gt;- Eu não. Já disse que não quero pizza, porra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Ziesemer Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-110064872177111176?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/110064872177111176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=110064872177111176' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110064872177111176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/110064872177111176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/11/cabelo-brilhoso-santo-baixado.html' title='Cabelo brilhoso, santo baixado.'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109952832810842965</id><published>2004-11-03T21:58:00.002-02:00</published><updated>2004-11-03T22:32:08.110-02:00</updated><title type='text'>Do útil ao Fútil - parte 1</title><content type='html'>Com os tempos cada vez mais conturbados, fica difícil arranjar um tempinho pra descansar. Que diga um tempo pra ligar a TV e assimilar o conteúdo. Quando consigo tal façanha, porém, me divirto com minha própria infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um programa de três - é, três - horas de duração poderia explicar detalhadamente a história da conquista da Inglaterra pelos franceses, unificando a língua e criando um império de mais de mil anos; poderia detalhar a vida de Vitor Hugo e seus sucessores no trono gálico, não se importando com as minúcias - afinal o tempo está aí para evidenciá-las. Mas não. Ao menos não aqui. João Kléber - quem tem um nome desses? - comanda a espatafúrdia por natureza. Um pseudo escândalo mantido em segredo até a minutos do fim arrasta uma multidão de especatores sedentos por estupidez. As fórmulas pra enrolar tanto tempo são bem boladas, ao menos; é o que perguntaria o cidadão comum. O pior é que nem isso acontece. O famoso 'pára lá, pára tudo' é a constante do programa, interrompendo simulações e depoimentos. O alerta de que o que virá é forte parece ter sido posto no repeat. Sem contar que o conceito de "forte" precisa ser revisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me entristece é ver que até os programas infantis estão ligeiramente desfocados. A Xuxa, tadinha, está perdendo audiência por não saber atingir as crianças como deveria. Talvez ela esteja sendo mais esdrúxula do que o suportável. Por incrível que pareça, os limites cercam em ambos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que qualquer um com um QI ligeiramente avançado vai tirar de letra: Nossa população não tem consciência pra aturar horas de história do império francês! Nosso povo não sabe a diferença entre Charles Dickens e Harper Lee! Nossa massa, querida massa, não gosta de ter um certo trabalho pra processar as informações, as esperando batidinhas e cortadas no liquidificador. Com leite, melhor ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indivíduo que tenha o mínimo espírito crítico poderia me ajudar em uma questão. Porque se queixar da ignorância da população e mesmo assim continuar transmitindo fezes pela TV? Se não foi feito um projeto de culturalização há 30 anos, não é por isso que não vamos começar um! Alguém tem que arcar com as dificuldades de embarcar todos nessa jangada, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é ver que é até uma vergonha admitir ver certos programas. "Superpop? Em que canal é mesmo?" é pior que droga, já que nenhum grupo de amigos o encoraja a fazer e não há quem dê moral a quem se submete a tal queima de neurônios.&lt;br /&gt;A má influência é uma injeção de valores invertidos que infelizmente nos toma tempo e ocupa cada vez mais espaço. Mas como diz o ditado: Se não podes vencê-lo, esperes o segundo round.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta e pra quem sabe o que faz da vida, tem TV de todo jeito. De TV &lt;em&gt;Cultura&lt;/em&gt; à &lt;em&gt;RedeTV!&lt;/em&gt; tem de tudo, até do que não deveria ter. Ao tentar fazer da mídia brasileira algo um pouquinho melhor, me desaponto. Por enquanto então, provo do milk-shake diário de besteirol. Que venha sem açúcar, ao menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109952832810842965?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109952832810842965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109952832810842965' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109952832810842965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109952832810842965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/11/do-til-ao-ftil-parte-1.html' title='Do útil ao Fútil - parte 1'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109893231704298340</id><published>2004-10-28T00:58:00.000-03:00</published><updated>2004-10-27T23:58:37.043-03:00</updated><title type='text'>O espírito - suíno ou não - da revolução</title><content type='html'>Em tempos de uma modernização já fictícia de tão exagerada, muitas são as opiniões sobre tudo o que diz respeito à tudo; A liberdade de expressão exacerbada leva à fadiga dos ouvidos, de tanto que ouvimos e lemos sobre o que haveria de errado com o país, a cidade, o bairro, a padaria, a casa ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As muitas tranformações das últimas décadas nos trouxeram a mudança de estação e de cor nas estruturas políticas e culturais. Se Elvis mexeu a pélvis pra criar o Rock n' Roll, e os Beatles eram ingleses que se vestiam, cantavam e tocavam como americanos, tudo isso instituiu a condição de "adolescente" antes inexistente na sociedade. E se esta condição foi estabelecida pelos idos de 60', a reforma &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt; começando em - 74' a 91', de maneira aberta - concretizou o papel dos tais adolescentes como protestantes do que quer que fosse o sistema regente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são raras as críticas ao capitalismo tendo a clara base de que o mundo justo é o mundo sem classes, sem discrepâncias de qualquer instância. Culpar o mecanismo econômico de criar ideologias negativas como a do consumo e a da fama é xavão, isso todos sabem. Sabem mas não identificam quando tais críticas são apresentadas de maneira tão esdrúxula. Movidos pela tal reforma &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt;, a juventude de todas as épocas vê-se na obrigação de reclamar seus direitos exercendo o que seriam seus deveres. Fica tão explícita tal papel designado à esta classe que não raro vemos revoltas contra o que lhes diz respeito de maneira positiva. Criticar o capitalismo é falar mau de mim, de você, de todos. Afinal somos fruto da tal estrutura, queiramos ou não. Estejamos ou não calçando &lt;em&gt;nike&lt;/em&gt;, usemos ou não uma Bhali. Até os ditos punks ou metaleiros por excelência - os poucos que têm cabeça pra discutir o assunto sem acharem-se comunistas demais pra se entregar aos valores - têm gostos impostos por uma sociedade regida pelo lucro bruto. &lt;em&gt;All Star?&lt;/em&gt; O mais tradicional fruto do que a América produziu para deixar o mundo mais americano..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto são "cabeça-dura" os revolucionários de hoje, que mal sabem o que reivindicam. Caso fosse o socialismo nosso sitema regente, veríamos (como na república Tcheca já foi visto) os claros protestos e bandeiras erguidas: "Queremos Coca-Cola, queremos Holywood..." Seguindo ainda o país fictício onde o socialismo seria implantado com relativo sucesso. Se hoje vemos bandas criticando seriamente o que é comumente chamado de "sistema" por nos impor a maneira de pensar e agir, imagine como seriam as tais críticas a um sistema comunista de poder? A intervenção, não só econômica mas política e cultural, seria vezes maior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas personalidades conhecidas se valem de sua bagagem cultural pra expressar-se, sem perceberem o que fazem. Frei Beto é padre, não sente na carne a inversão de valores que propõe. Sua concepção de capitalismo nos faz crer que seria uma ditadura com imposições de classe, quando na verdade nem tudo são espinhos.&lt;br /&gt;Não sei se o Frei é influenciado pela conduta &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt;, até porque não deve curtir Pixies enquanto reza. Não imagino uma figura religiosa e política do país como ele sentando-se à bateria pra tirar alguma do MudHoney, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja de uma maneira ou de outra, de muitas enfim, qualquer má-língua sobre uma instituição superior e qualquer sugestão de drástica mudança devem vir acompanhadas de cautela e consciência. Se for pra falar mal, que agrida de maneira certa. Se é pra ter espírito, que não seja de porco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(retirado de uma redação de Filosofia feita hoje mesmo, em cima da hora. Não era oq o prof. pediu e até acho q ela vai ficar puto com isso, afinal é petista. Mas fazer oq.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Schmitz&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109893231704298340?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109893231704298340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109893231704298340' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109893231704298340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109893231704298340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/10/o-esprito-suno-ou-no-da-revoluo_28.html' title='O espírito - suíno ou não - da revolução'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109866628682251053</id><published>2004-10-24T21:34:00.000-03:00</published><updated>2004-10-24T22:04:46.823-03:00</updated><title type='text'>A flecha, a cruz, as cores</title><content type='html'>Parece que a versatilidade de um escritor é testada por sua ecleticidade. Vários gostos, várias funções - até aí todo mundo sabe. As peculiaridades de cada "setor" da língua escrita, porém, merecem respeito e tempo. Para tentar provar a vontade de expandir horizontes, uma rápida crítica automobilística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é todo ano que se vê as três pontas, a cobra e o cálice, o leão francês, o "cavalinho rampante", o tridente sagrado, o Búfalo. Não é todo ano mas é de dois em dois. O salão do automóvel está ocorrendo em São Paulo capital no centro de eventos Anhembi, do dia 21 ao 31 de outubro. A visita é longa e prazeirosa, pra quem gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser um sábado, esperava-se já uma imensa fila. Por ser sábado de treino da Fórmula-1, então, as expectativas eram de um movimento caótico, do começo ao fim. E tal foram. À entrada estavam uns 1000 pagantes - por R$20,00 , ninguém espera seleção de clientela - já ao meio-dia, esperando a abertura das portas e do mundo automobilístico do primeiro escalão ao alcance do olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na entrada, a Honda exibe suas motos e abre espaço pro setor de &lt;em&gt;tuning&lt;/em&gt;, mercado que tanto cresce desde o sucesso de "velozes e furiosos" e sua continuação. DVD's, PlayStations, praticamente quartos de hotel dentro de carros que por fora são quase irreconhecíveis. Motorização avivada pela injeção do poderoso NOS (nitrous oxyde systems), que nada mais é que óxido nitroso; &lt;em&gt;spoilers&lt;/em&gt;, saias e acessórios em todos os lugares. O som é ensurdecedor e, o pior, varia de &lt;em&gt;trance&lt;/em&gt; à axé, sem passar por nada audível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cruzar o corredor, percebemos de longe os símbolos das "quatro grandes", que detinham os maiores stands. A Chevrolet pecou ao disponibilizar seus carros em um segundo pavimento, liberando a entrada de 100 pessoas por vez e limitando assim a entrada de muitos - fui um a ficar de fora. A Fiat exibia Stilos, Palios e coisas do gênero, sem expressão. A VolksWagen abriu o maior stand da feira, chamando poucas atenções pro lançamento do ano CrossFox e enchendo o espaço de gols, passats e, felizmente, um Toareg pra salvar o dia. A Ford foi a grande campeã deste rol, exibindo além de suas maravilhosas Explorer e Escape, os &lt;em&gt;American Muscle&lt;/em&gt; GT40 e Mustang Cobra GT. Ambos me tiraram uns 20 minutos de observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As japonesas, como sempre, estavam lá. Mitsubishi tinha os EVOVIII e os L200Sport. Hyundai e Subarí se juntaram e não conseguiram nada de bom. Até a SSangYoung (sul-coreana) tinha mais atrativos. A Nissan, para sua sorte, tinha seu todo-poderoso 350Z, nas versões ultra-tuning e standard. A Kia, coitada, apresentou a Sportage e uma série de vans e camionetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toyota e Honda merecem destaque. A primeira trouxe infinitos Corollas, mas salvou-se com seu Híbrido &lt;em&gt;prius&lt;/em&gt; - o ecologicamente correto - e seu conceito PM, que é mais um robô ultra tecnológico que um carro. A honda, por sua vez, trouxe mais Fits que já vi nas ruas. Ao menos havia um Accord - lindo - e um BAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os europeus de luxo - ah, os europeus de luxo. A Audi trouxe o novo A6 e agradou. Seu &lt;em&gt;roadster&lt;/em&gt; TT veio em uma versão tunada e exagerada. A grande atração foi o Audi Le Mans, já esperado mas louvado de qualquer maneira. A BMW fez sucesso com as novas 760 e 545, mas não com seu lançamento 140. Uma pena, pois o carro é bonitinho e harmônico. Os Volvo vieram em seu jeito sério e quase monótono de ser, mas a esportividade foi bem explorada desta vez. V70 e S40 na versão R - sport - trouxeram cor ao stand. Os jaguar atraíram muita gente, mesmo com poucos carros. Nada de surpresas na inglesa que se juntou à Ford e paga caro por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a rendição. Ao contrário do que esperava, a Mercedes-Benz não só foi a grande atração, mas teve o stand de mais beleza. A CLS atraiu pequenas multidões, enquanto os já consagrados E500 e S500 exibiam a imponência alemã de sempre. O grande show da noite foi a apresentação da incrível SLR, o esportivo denominado "incomparável" com razão. Em 5 show diários, as apresentações atraíram uma multidão imensa, constituída basicamente de desentendidos. Os poucos que sabiam do assunto ficaram estupefatos, concordando com a denominação da mais nova flecha prateada de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ferrari e a Maserati de juntaram em um stand grande. Quatroporte e Grand Sport de um lado; Scaglietti, Modena e Stradale do outro. Sempre movimentados, afinal. Sucesso garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma perfeita maneira de gastar-se um sábado. Cansativo e tumultuado, porém reluzente de tão perfeito. Dentro de dois anos, mais uma jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109866628682251053?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109866628682251053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109866628682251053' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109866628682251053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109866628682251053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/10/flecha-cruz-as-cores.html' title='A flecha, a cruz, as cores'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109846939541117812</id><published>2004-10-22T14:42:00.000-03:00</published><updated>2004-10-22T15:23:15.410-03:00</updated><title type='text'>Até quis</title><content type='html'>Em dias de conturbada memória, buscando o que não devia, encontrei-me procurando inspiração nos lugares errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como todo grande escritor, tentei criar um cenário perfeito para um desenrolar longo e detalhista. Queria ter meu próprio Arthur Dent, vagando o espaço em busca de novas sátiras da humanidade. Queria um Bo Didley só pra mim, com a fama de mau e a genialidade de Harper Lee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a caixa de texto já descrente. Comcecei a descrever o inebriante verão francês, as vinícolas e as casas de campo praticamente atemporais, tamanha a beleza da arquitetura retrô; mas parei por aí. Um dia talvez continue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei seguir uma linha mais "Phileas Fogg", idealizando um fidalgo inglês à brasileira, que sai toda manhã para tomar café em hotéis e encontrar-se com a alta aristocracia à fim de um bom Porto. Não consegui e desisti, já pensando na próxima investida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca de algo um tanto mais real, fui atrás da cinza e fria N.Y.C, nos anos 80. Saído de uma das únicas famílias brancas do Bronx, o jovem era tipicamente um produto industrializado do que um americano haveria de ser. Exalava incerteza, mas a encobria com postura e frases feitas. Foi aí que parei e decidi retrogredir um pouco, afinal estava virando clichê além da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me aventurei por uns três minutos no campo das críticas políticas e sociais, logo as esquecendo. Já fiz tanto disso que não há tanta coisa a ser discutida, afinal. Relatar o quotidiano, o satirizando e apontando o que todos nós fazemos sem perceber? É um caminho. Queria algo diferente ainda.&lt;br /&gt;Mal havia pensado em desistir, me veio à cabeça a idéia de uma conspiração secreta, algo no melhor estilo George Orwell ou Dan Brown, com informações que tremeriam as bases das estruturas mundiais. Inevitavel foi, infelizmente, a guinada para o texto humorado e espirituoso. Em menos de cinco minutos, descrevia uma comunidade de dezessete anões ioguslavos e suas infalíveis técnicas de paralização do inimigo à cócegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja meu próprio fidalgo, meu detetive não-tão-secreto, meu conto de amor rompido ou a reflexão de sempre, não fui longe. Seja o velho e bom Herói para uma guerra, uma situação tão normal quanto inusitada ou um poema de livreto, me esqueci do que viria logo após as primeiras linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até comecei a escrever sobre o quanto queria fazer um bom texto, sobre como quis achar motivo pra escrever e acabei criando a "metalinguística textual" por acidente. Vagueei por um tempo nas idéias passadas e as relatei. Tentei de tudo pra não deixá-lo massante. Fui atrás de uma singela razão pra escrever sobre o que não havia conseguido escrever. Fiz tudo isso. Ou teria feito, mas desisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Schmitz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.net/brisk"&gt;http://www.fotolog.net/brisk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109846939541117812?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109846939541117812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109846939541117812' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109846939541117812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109846939541117812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/10/at-quis.html' title='Até quis'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109803866918723830</id><published>2004-10-17T14:41:00.000-03:00</published><updated>2004-10-17T15:44:29.186-03:00</updated><title type='text'>Samba pra quatro, por favor.</title><content type='html'>Mal sabiam os assíduos freqüentadores do &lt;em&gt;Botecchio&lt;/em&gt; - infame brincadeirinha de raízes italianas, típica dos paulistanos da década de 60 - que à mesa 09, junto à porta de entrada, estava reunido um grupo de velhos amigos que muito tinham a conversar. Antonio, Fransisco, Vinícius e Pecci (que também era Antonio, chamado pelo sobrenome pra evitar confusões) tinham o ritual do encontro às quartas à noite. Cerveja, futebol, mulheres, sinuca e samba; viviam a seguir o que sabiamente denominavam o pentágono perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desce mais uma, Almeida - O garçom Almeida era parte do folclore daquele grupo. Era motivo de chacota por gostar de Agnaldo Timóteo (os amigos não o perdoavam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro tinham semanas diferentes e agitadas e os encontros traziam à tona seus lados mais infantis. O violão nunca faltava, é claro; às vezes compunham ali mesmo.&lt;br /&gt;A influência era estranhamente recíproca entre todos eles. Dali, Antonio e Vinícius eram mais velhos, mas não importava. O humor sofisticado e a filosofia integrada às ideologias de todos os faziam &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt; sem eles mesmo quererem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta quarta-feira em particular, a TV Tupi exibia Corinthians e Vasco, para a alegria dos quatro. As atenções se desviavam do jogo para pedir mais uma rodada ou para comentar os atributos da bela senhora duas mesas ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tom, você que gosta de loira, vê se é de teu agrado&lt;br /&gt;- Loiras, morenas, ruivas ... são belas e cheirosas, de meu agrado são todas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era engraçado como fluía a poesia e os versos rimados entre eles, quase sem querer. Quem via de fora não seguia as linhas de raciocínio, tamanha era a distinção destes senhores da nossa cultura. Ali, porém, estavam em meio aos "mortais", exercendo suas funções humanas. Beber, jogar, beber mais um pouco. Das nove às duas, duas e meia, a noite era deles e a preocupação era esquecida em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constragedor era quando o rádio tocava alguma de um dos quatro - o que ocorria umas cinco, seis vezes por noite. Ficavam os outros três a rir e cantar, chamando atenções por todo o bar.&lt;br /&gt;Mal havia acabado o primeiro tempo, o som ambiente rompe o murmúrio com notas simples e belas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando, seu moço, nasceu meu rebento, não era o momento dele rebentar..." Neste instante viu-se os já consagrados olhos verdes se apertando e três outros pares de olhos se arregalando para sorrir convenientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos Chico, canta junto! - Sempre quem iniciava as brincadeiras era"Antonio novo", como era carinhosamente chamado.&lt;br /&gt;- Eu acho que já ouvi isso umas cinco vezes hoje - O cinismo de Vinícius destoava da suavidade com que versava em seus livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados os momentos de desconforto, um assunto qualquer os tomava por minutos, aumentando o consumo de cerveja e conseqüentemente o volume das risadas. Quem sabia o valor cultural sentado àquela mesa não parava de pensar: "como pode tanto talento em um metro quadrado? É quase injusto!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ali ficavam a relembrar momentos e contar histórias. Junto deles poderiam estar Paulo, Nogueira, Elis. A conversa invariavelmente ia para o lado da política, e aí as divergências os faziam parar um pouco e acalmar os ânimos - afinal um acordo era praticamente impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tantas palavras, tantas notas e tantos sorrisos, o cansaço batia às portas de maneira homérica. Quatro boêmios que muitas vezes tinham de seguir certas regras formais demais. Não raro um deles abria seu peito à mesa e lhes contava o que havia passado, como se sentia. Tão amigos que eram, um problema não saía sem resolução daquela tradicional mesa nove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De várias maneiras, eles se adoravam e se conheciam a cada quarta-feira. Proseavam e inventavam mil coisas. Cariocas e paulistas, juntos por acaso e unidos pela genialidade da qual dispunham. Chico, Toquinho, Tom e Vinícius... Uma elite das mais privilegiadas do mundo, sentada á mesa nove no centro de São Paulo. Eram, afinal, loucos como nós. Loucos que levaram suas idéias a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caption Post ao som de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque - Lígia&lt;br /&gt;Tom Jobim - Felicidade&lt;br /&gt;Vinícius de Moraes - Valsa à ninguém&lt;br /&gt;Toquinho - Tarde em Itapoã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;a href="http://www.fotolog.net/brisk"&gt;http://www.fotolog.net/brisk&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109803866918723830?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109803866918723830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109803866918723830' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109803866918723830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109803866918723830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/10/samba-pra-quatro-por-favor.html' title='Samba pra quatro, por favor.'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109769255218712087</id><published>2004-10-13T14:50:00.000-03:00</published><updated>2004-10-13T15:35:52.186-03:00</updated><title type='text'>O vestido, o laço, o ponche... As Donas da Noite</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;- Papai, como estou? - A inocência era tão evidente que nem seu olhar sereno a escondia&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Minha filha, você está ótima - Semre há o pai encorajador.Nenhuma noite era tão especial pras garotas quanto seu baile de debutantes. Bons tempos em que toda garota fazia quinze anos em um grande salão, com várias outras garotas vestidas rigorosamente iguais. Sem esquecer de seus pares, é claro. Todos bem alinhados, uma vez na vida ao menos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E o baile transcorria normalmente. As pequenas princesas chegavam tão antes que os faxineiros do salão constantemente checavam os relógios, a se assegurarem que ainda faltavam três horas pra festa começar. Algumas, é claro, se valiam do truque de propositalmente se atrasar, a fim de ter certa atenção dos já presentes nos minutos após sua chegada. O problema era adivinhar o exato momento em que estariam todos sem assunto. Não raro entrava uma debutante cheia de si, vestidinho rosa e laço na cabeça, nariz empinado, e os convidados mal a notavam, já continuando o assunto. Essa talvez fosse a maior frustração de uma debutante: não ser percebida.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nos bailes de debutante tinha de tudo. Os tios e tias que nunca aparecem, e invariavelmente alertam seus pais de como você está grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Nossa, mas ela cresceu, né?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os padrinhos e madrinhas que sempre dão presentes, e nunca acham que suas afilhadas realmente gostam deles até ganharem um beijo no final da festa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Adorei o presente, dindo!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ao sair ele vai comentar ao pai da debutante:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Ela me adora. Sempre me adorou.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As famílias de amigos dos pais, que normalmente vinham de longe e sabiam tudo da sua vida, sem que você faça a mínima idéia de quem são. Suas amigas vindo lhe cumprimentar com um sorriso levemente amarelo no rosto, pra virarem as costas e terem certeza: elas sempre foram mais lindas que você.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As filhas e filhos pequenos, que são ao mesmo tempo indispensáveis e ignoráveis. Sempre há a dupla de meninos que corre a festa inteira, pra no final se jogar no colo dos pais e sair dormindo; há também o grupo de quatro meninas que têm a impressão de estarem integradas ao grupo de debutantes. Elas concordam com tudo que qualquer menina vestida de rosa com laço na cabeça possa dizer e na saída do baile vão pedir:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Mãe, posso comprar um laço? Eu sei que nunca usei mas eu sempre achei tão legal!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma boa festa de debutante deve ter salgadinhos frios e guaraná morno - se possível, da marca mais barata. Deve ter mesas jantando e outras não, por simples erros de cálculo. Deve ter a famosa tigela de ponche - ah, o ponche - de cor púrpura, com um suave toque etílico. É a maneira mais fácil de ficar bêbado em um baile como este, já que a cerveja está à temperatura ambiente e, portanto, intragável.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma boa festa de debutante tem que ter uma banda, é claro. Deve entrar quando o assunto estiver acabando e sair quando o ânimo acabar-se também. A chegada da banda deve ser acompanhada de uma microfonia ensurdecedora e um tropeço de um dos integrantes - se for o baixista, melhor. Ao saludarem os convidados e debutantes, ouvirão-se tosses desconfortáveis. A boa banda de baile começa tocando uma música dançante, a chamar os convidados pra pista. Seguindo em pequenos grupos de músicas com temas semelhantes, passarão por &lt;em&gt;twist, dance, rap, forró, baião, romântico&lt;/em&gt; (neste momento um casal só sobrará à pista, e após serem levemente vaiados, um beijo atrapalhado acontecerá), &lt;em&gt;axé, &lt;/em&gt;músicas velhas em geral.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A boa banda de baile faz uma pausa de quinze minutos, que normalmente dura vinte. Ao voltarem os convidados estarão de saco tão cheio que demorarão cerca de três músicas até os primeiros empolgados aparecerem na pista pra dançar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ao fim de sua apresentação, mescla-se alívio e tristeza. Ao sair, o baixista tropeça de novo, causando risadas do fundo do salão. A música eletrônica começa. Este é o início do fim&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Um bom baile deve ter a mesa do comitê de organização, todos de sorriso aberto e olhos fechados ao desastre que acabaram de criar. Deve ter a mesa dos pais, com uma estranha disposição de casais que mal se conhecem e durante a festa trocaram telefones. A mesa dos excluídos, que têm pouca ligação com as debutantes ou os pais. Esta é a pior mesa, a menos animada, tendo apenas um casal que irá dançar a noite toda e ficar até o fim. E é claro, há a mesa das debutantes e seus pobres pares, que baterão em média quarenta fotos cada um. Terão que conhecer umas trinta pessoas, e sorrir pra todas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A boa festa acaba com os pais da última debutante falando com os do último par, normalmente sobre assuntos como o ciclismo e seus perigos, ou como os vendedores os convencem a comprar um aparador de bigode - estranhamente, nenhum dos dois tinha bigode. Ao fim, restam o pessoal da limpeza, a organizadora do evento já cansada e destruída, e o tal casal da mesa dos excluídos, que aparentemente tem forças pra mais uma dúzia de músicas:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Gadê aguele bonje gue dava agueeee?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Aguela moza de verde levou.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;-Ôô dona Árvoreee!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Enfim, uma boa festa tem seu fim com o casal sendo expulso do salão e com a tigela de ponche já vazia sendo quebrada após a discussão. Ao fim de noite, a "dona árvore" jura pra si mesma que não fará isto nunca mais. E ano que vem, ela está lá denovo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Le0...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;[&lt;a href="http://www.fotolog.net/brisk"&gt;http://www.fotolog.net/brisk&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109769255218712087?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109769255218712087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109769255218712087' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109769255218712087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109769255218712087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/10/o-vestido-o-lao-o-ponche-as-donas-da.html' title='O vestido, o laço, o ponche... As Donas da Noite'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109760745321666998</id><published>2004-10-12T15:39:00.000-03:00</published><updated>2004-10-12T15:57:33.216-03:00</updated><title type='text'>Os patos inconformados</title><content type='html'>&lt;span &gt;É tão fácil aceitar, ou não seria? Certas coisas são porque são, e está acabado. Como um pato é um pato e sempre será um pato. Ele pode querer não aceitar o triste fardo, mas seu Quáck e suas três patas lhe dizem que ele é um pato, e sempre será.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Temos alguns dias no ano que nos são reservados, que fazem a existência um pouco valiosa. O pensamento lógico seria: Como alguém no mundo vai um dia dizer que não é mais criança, se ainda gosta da graça que vê e ainda quer ser tratado com alegria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;É incrível, mas mais uma vez parecemos esquecer que seríamos crianças para sempre, se quiséssemos. É claro que a evolução natural nos faz cada dia diferentes, mas as cores não se perdem por vontade própria. Quem vê em preto e branco já um dia rejeitou uma rosa ou olhos azuis que pediam um beijo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;"Não, eu não sou mais criança". A fase de auto-afirmação como um pré-adolescente é algo intrigante, mas fundamentado na pura vontade de ser alguém que não se é. Tão óbvio seria aceitarmos o presente e brincarmos com a última Barbie, mas a solução mais à mão pare)ce ser esnobar a vontade da mãe e ir ao shopping se achando..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Um feliz dia das crianças aos patinhos e patinhas por aí, e que como eu, nunca deixem de ser patos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Le0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.net/brisk"&gt;&lt;span &gt;http://www.fotolog.net/brisk&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span &gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109760745321666998?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109760745321666998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109760745321666998' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109760745321666998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109760745321666998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/10/os-patos-inconformados.html' title='Os patos inconformados'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8685952.post-109756783933237019</id><published>2004-10-12T05:52:00.000-03:00</published><updated>2004-10-12T04:57:19.333-03:00</updated><title type='text'>Senhoras e Senhores, Respeitável Público: Abram aspas!</title><content type='html'>É... de militante ferrenho contra os flogs e manifestações que os valessem, passei a um visitador e de lá a um "postador" mais do que freqüente. Agora até eu tenho meu canto pra escrever o que quiser. Divertido né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome é uma merda, eu sei... mas com o tempo me acostumo e os poucos leitores que também se acostumem, afinal não consegui pegar o "abreaspas"ou o "versosbrancos"... infelizmente mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um primeiro post, fica por aqui..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le0&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8685952-109756783933237019?l=emresumo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emresumo.blogspot.com/feeds/109756783933237019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8685952&amp;postID=109756783933237019' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109756783933237019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8685952/posts/default/109756783933237019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emresumo.blogspot.com/2004/10/senhoras-e-senhores-respeitvel-pblico.html' title='Senhoras e Senhores, Respeitável Público: Abram aspas!'/><author><name>Leonard</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05179104968301481187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
